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Eleições 2026

"Precisamos da ajuda da extrema direita para eleger Pazolini", diz aliado do ex-prefeito

Presidente da Câmara de Vitória também frisou que "o PL não vai eleger Maguinha sozinho", em referência à pré-candidatura da filha de Magno Malta ao Senado

Públicado em 

14 abr 2026 às 15:33
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Não há, ou ainda não há, uma aliança formal entre o partido do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o PL do senador Magno Malta. Mas se depender dos aliados do ex-prefeito, a parceria é para já.
Pazolini é pré-candidato ao governo do Espírito Santo. O PL avalia lançar um nome ao Palácio Anchieta, talvez o do próprio Magno, e tem como prioridade eleger Maguinha Malta, filha do senador, ao Senado.
Nesta terça-feira (14), o presidente da Câmara de Vitória, Anderson Goggi (Republicanos), exortou o PL a dar as mãos a Pazolini.
"O PL precisa da ajuda do pessoal da direita e do pessoal do centro. Não adianta o PL achar que vai eleger a Maguinha sozinho, sem o apoio do Republicanos", afirmou Goggi, que é correligionário e aliado de primeira hora do ex-prefeito.
"Assim como nós precisamos da ajuda da direita e da extrema direita para eleger Pazolini governador", completou.
As declarações enfáticas de Goggi foram feitas durante a sessão da Câmara desta terça, no púlpito dos discursos.
"A classe política é a representatividade do povo, mas o povo fala por si mesmo. Quando Pazolini vai para a rua, e tive oportunidade de caminhar com ele em Linhares, São Mateus e Sooretama, as pessoas o abraçam de uma maneira que nunca vi", disse ainda o vereador.
A maioria dos integrantes da classe política está no palanque do governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato à reeleição. 
Além do MDB, estão com ele PSB, Podemos, PDT, União Brasil e Progressistas, entre outros.
Ricardo tem o apoio do ex-governador Renato Casagrande (PSB); do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB); do prefeito da Serra, Weverson Meireles (PDT); do de Viana, Wanderson Bueno (PDT); do de Guarapari, Rodrigo Borges (que até saiu do partido de Pazolini); e da maioria dos prefeitos das cidades do Espírito Santo.
Por enquanto, Pazolini tem apenas o PSD do ex-governador Paulo Hartung, que é presidido, no estado, pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos.
O partido do ex-prefeito flerta com o PL e, de acordo com o que a coluna apurou, até teve uma reunião com Magno Malta na semana passada.
"Se nós nos unirmos, teremos bons deputados, bons senadores, bom presidente da República e bom governador, mas tem que ter união", bradou Anderson Goggi.
Ele também fez um aceno ao pré-candidato do PL à Presidência da República:
"Tarcísio (de Freitas, governador de São Paulo e filiado ao Republicanos) não vai ser candidato (à Presidência da República), então temos que estar unidos a Flávio Bolsonaro. Se fizermos essa união, iremos vencer o mal".
Um dos principais motivos que levariam o PL a ter candidato próprio ao governo do Espírito Santo seria garantir um palanque para Flávio por aqui.
Se Pazolini topar fazer campanha para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a aliança entre Republicanos e PL fica mais plausível.
O ex-prefeito de Vitória, porém, evita se associar diretamente a candidatos ou a presidentes da República.
SINAIS
Pazolini é um homem de centro-direita, ou direita e eventualmente emite sinais para o eleitorado bolsonarista.
Ele já defendeu anistia para os condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro.
E, pouco antes de renunciar ao mandato na Prefeitura de Vitória, orou dentro do gabinete pela recuperação da saúde do ex-presidente Bolsonaro.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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