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Prefeitos abandonam partidos para apoiar Casagrande

Eleição para governador do ES provocou uma espécie de dança das cadeiras entre os chefes de Executivos municipais

Publicado em 19 de Abril de 2022 às 02:10

Públicado em 

19 abr 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Governador Renato Casagrande anuncia construção do Complexo de Saúde no Norte.
Governador Renato Casagrande deve tentar a reeleição Crédito: Governo do Estado
Em 2018 o PSB, partido do governador Renato Casagrande, elegeu 13 prefeitos no Espírito Santo. Logo em seguida aparecia o Republicanos, com 10. Outra eleição, a de 2022, bate à porta e o quadro já sofreu algumas mudanças, apesar de a disputa, desta vez, não ser municipal.
Partidos como Republicanos e PSD partiram para projetos próprios quando o assunto é a corrida pelo Palácio Anchieta. O Republicanos tem a pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso. O PSD, a do ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon.
Prefeitos casagrandistas, descontentes com o rumo que seus partidos tomaram, resolveram reagir e pediram desfiliação.
Assim, o Republicanos perdeu ao menos os prefeitos de Sooretama, Alessandro Broedel, de Ibatiba, Luciano Pingo, e de Guaçuí, Luiz Jauhar.
Broedel filiou-se ao PSB, Pingo, ao Pros e Jauhar, ao Podemos. "Vamos apoiar o governador Casagrande", reafirmou, nesta segunda-feira (18), o prefeito de Guaçuí.
Além dessas baixas, o prefeito de Itapemirim, Tiago Peçanha, eleito pelo Republicanos, foi cassado pela Justiça Eleitoral. A cidade vai ter nova eleição para definir o chefe do Executivo municipal.
Assim, de 10 prefeitos, o Republicanos caiu para 6.
Já o PSB passou de 13 para 14.
O PSD também perdeu quadros. O prefeito de Barra de São Franscisco, Enivaldo dos Anjos, saiu do partido para apoiar Casagrande. 
O de Presidente Kennedy, Dorlei Fontão, foi pelo mesmo caminho. “Já declarei meu apoio ao governador Renato Casagrande nas eleições deste ano. Também vou continuar apoiando o presidente Jair Bolsonaro e em razão destes apoios e de outros também, não era conveniente mais permanecer no PSD”, afirmou Fontão. 
E há expectativa de mais uma baixa a caminho.
Prefeitos são cabos eleitorais até para deputados estaduais e também para postulantes ao governo do estado. Normalmente, são governistas, principalmente os que administram pequenas cidades, que dependem mais de repasses do estado.
Em janeiro, o governo lançou, por exemplo, o novo Fundo Cidades, uma modalidade de transferência de recursos para os municípios mediante a apresentação de projetos executivos para obras estruturantes. 
Ao contrário de deputados e vereadores, quem ocupa mandatos no Executivo (presidente da República, governador e prefeito) pode mudar de partido a qualquer momento, sem risco de perder o cargo.
Voltando ao Republicanos, o partido mantém a Prefeitura de Vitória, comandada por Lorenzo Pazolini, que é a principal vitrine entre os Executivos municipais. 
Pazolini, inclusive, tem levado Erick Musso consigo a eventos públicos para tentar dar mais musculatura ao aliado.
O presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro, preferiu não dar declarações a respeito da saída dos prefeitos.
A coluna apurou que os integrantes do partido preferem olhar o copo meio cheio. Nesta segunda, como a coluna mostrou, o Patriota anunciou apoio a Erick Musso. O partido, assim como outro aliado de Erick, o PSC, tem chapa completa para eleger deputados. São outros potenciais cabos eleitorais.
Tentamos, sem sucesso, contato com o presidente estadual do PSD, César Colnago, e com o secretário-geral da sigla, Giuliano Nader, para falar sobre as desfiliações de prefeitos.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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