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Eleições 2026

Presidente do PT-ES: "Defendo candidatura própria ao governo, mas com humildade"

Jack Rocha está em busca de mais um mandato à frente da sigla no estado. Em entrevista à coluna, ela falou sobre os planos para as eleições do ano que vem, inclusive sobre a corrida pelo Palácio Anchieta

Publicado em 02 de Junho de 2025 às 12:30

Públicado em 

02 jun 2025 às 12:30
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Deputada federal Jack Rocha
Jack Rocha, deputada federal e presidente estadual do PT, no escritório dela em Vitória durante entrevista para a coluna Crédito: Lucas Rezende/Divulgação
A presidente do Partido dos Trabalhadores no Espírito Santo, Jack Rocha, está em busca de mais um mandato à frente da sigla. A chapa liderada por ela disputa contra a do deputado estadual João Coser. O Processo de Eleições Diretas (PED) do partido vai ser realizado no dia seis de julho e já movimenta a militância, dirigentes e mandatários, como a coluna mostrou na última sexta-feira (30).
Quem vencer a corrida vai comandar o PT durante as eleições de 2026. Jack Rocha, que é deputada federal, já tem planos para o pleito, inclusive em relação à disputa pelo Palácio Anchieta.
"Defendo o protagonismo do PT, sou defensora da candidatura própria do PT (ao governo do Espírito Santo), mas também eu defendo que a gente olhe para o cenário nacional", afirmou, em entrevista à coluna.
O deputado federal Helder Salomão colocou-se à disposição para concorrer ao Palácio, mas apenas se for "o candidato do Lula", ou seja, se o lançamento da candidatura aqui foi considerado estratégico e se a campanha contar com a participação direta do presidente da República. 
"O Helder tem conversado bastante sobre o desejo de ser candidato, mas ele já ele já me externou a manifestação que só será candidato se o Lula estiver junto, se o Lula estiver no palanque. Isso retrata a política nacional de alianças", ressaltou a presidente estadual do PT.
Helder apoia a chapa liderada por Coser na disputa pelo comando do PT-ES.
Voltando ao tópico "eleições 2026", as declarações de Jack Rocha à coluna indicam que ela está atenta às movimentações do tabuleiro político nacional e prevê que acordos envolvendo outros estados e partidos devem afetar o palanque a ser escolhido ou montado no Espírito Santo. 
"Defendo que tenhamos humildade para conversar com as forças políticas para governar o estado, porque a gente não vai fazer isso sozinho"
Jack Rocha - Deputada federal e presidente do PT-ES
O PT faz parte da base aliada ao governador Renato Casagrande (PSB), mas nenhum membro da sigla é listado pelo chefe do Executivo estadual como possível candidato à sucessão. 
O nome que tem a preferência de Casagrande é o do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB). O MDB de Ricardo, por sua vez, integra o governo Lula.
"Nossa primeira aliança é com o povo, mas entendemos também que a frente partidária ampla com a qual o Lula governa, para 2026, vai ser muito importante e necessária para a estabilidade do país. O Espírito Santo foi um estado chave nas negociações das eleições de 2022", lembrou.
O PT estadual poderia, hipoteticamente, subir no palanque de Ricardo ou de outro nome a ser apoiado por Casagrande em 2026? Jack Rocha optou por uma resposta que não crava isso, mas deixa uma ampla margem à possibilidade:
"Dentro da conjuntura nacional, se o Lula entender que vai ter que fazer alguma política de aliança e vai ter que abrir isso em algum outro estado, como está acontecendo no Rio, em São Paulo (nesses estados, o PT não deve lançar candidato próprio ao governo) ...  é claro que a militância vai vai refletir e nós vamos levar esse debate, sobre o que é melhor para o Brasil e para o Espírito Santo".
"(O PT-ES apoiaria) um nome apoiado pelo Lula", frisou a presidente estadual do partido.
A prioridade do PT no ano que vem, ainda de acordo com Jack Rocha, vai ser a reeleição de Lula à Presidência da República. E isso deve balizar as alianças nos estados. 
"Tivemos uma conversa com a coordenação executiva da bancada, com a ministra Gleisi Hoffman (ministra das Relações Institucionais do governo Lula e atual presidente nacional do PT) e estava lá praticamente todo o núcleo do PT. A reafirmação é de que o plano é Lula candidato em 2026. Então, passando o processo eleitoral interno, o PT começa a conversar com todas essas forças nacionalmente, fazendo essa referência", contou. 
REELEIÇÃO DE CONTARATO
Contarato, desta vez, vai ser candidato à reeleição o que, para o PT local, também é prioritário. 
"Temos um senador da República, queremos buscar a reeleição desse mandato do Senado para o Partido dos Trabalhadores e também manter e ampliar nossas vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa", afirmou Jack Rocha.
O senador, aliás, é outro que apareceu na foto ao lado da chapa liderada por João Coser na disputa pelo comando do PT estadual.
Na Assembleia Legislativa, o partido tem duas cadeiras, ocupadas por Coser e por Iriny Lopes. Na Câmara dos Deputados, há Jack Rocha e Helder.
CÉDULAS DE PAPEL
Os filiados ao PT vão votar no dia 6 de julho, de forma direta, e decidir quem vai ficar à frente do partido pelos próximos quatro anos. 
No mesmo dia, vão ser escolhidos os comandos nacional, estaduais e municipais da legenda.
A votação, no Espírito Santo, vai ser presencial e com cédulas de papel, já que, de acordo com Jack Rocha, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) não emprestou urnas eletrônicas para a realização do pleito.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de abril de 2025, apontam que o PT tem 32.628 filiados no estado, fica atrás apenas do MDB, com 36.112.
Debates já começaram a ser realizados entre as chapas lideradas por Jack Rocha e Coser.
O deputado firmou um acordo com Iriny Lopes. Se o grupo deles for vitorioso, o deputado vai presidir o partido por dois anos e ela vai assumir pelos dois seguintes. 
Os dois, que eram de grupos diferentes, já comandaram a sigla em momentos anteriores (por um mandato completo, cada um) e agora decidiram se unir.
Jack Rocha é presidente estadual do PT desde dezembro de 2019.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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