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Fogo no parquinho

Presidente nacional do PL rebate Manato: "Gritaria inútil"

Valdemar Costa Neto, em vídeo enviado à coluna, nega que o partido tenha deixado de pagar dívida de campanha de 2022

Publicado em 10 de Julho de 2024 às 11:47

Públicado em 

10 jul 2024 às 11:47
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O ex-deputado federal Carlos Manato, que disputou o governo do Espírito Santo em 2022, alega que o PL prometeu e não repassou R$ 1,5 milhão para pagar despesas da campanha. A promessa, de acordo com ele, foi feita pelo senador Magno Malta, presidente estadual do partido, após o primeiro turno das eleições daquele ano. Manato enfrentou Renato Casagrande (PSB) na segunda etapa do pleito e o socialista foi reeleito.
As queixas do ex-deputado à própria sigla foram publicadas pela coluna na segunda-feira (8). Manato também disse que o PL, leia-se Magno, não o "chama para nada, para nenhum evento". Na noite de terça (9), o partido reagiu.
O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, gravou um vídeo rebatendo o ex-parlamentar. A peça foi enviada à coluna pela assessoria de Magno (veja o vídeo aí em cima).
"Nós não temos dívida nenhuma, não podemos pagar dívida depois da eleição. Você pode pagar dívida quando ela é declarada e nunca ele (Manato) declarou nada", afirmou Costa Neto. "Não sei onde ele arrumou essa dívida, sei que o PL não tem conhecimento", complementou.
"O PL é um partido sério, viu, Carlos, nunca deixou de pagar uma conta, não pagamos contas que não existem", provocou o presidente nacional do PL. 
"Essa gritaria que você (Manato) está fazendo é inútil"
Valdemar Costa Neto - Presidente nacional do PL
Em 8 de novembro de 2022, Manato enviou um ofício a Costa Neto informando ter acumulado dívidas de R$ 1.375.424,50 no primeiro turno das eleições e R$ 2.384.274,50 no segundo, ou seja, R$ 3,7 milhões.
No documento, ao qual a coluna teve acesso, o ex-deputado solicita a "viabilidade da confissão da divida da campanha, informando-me o parcelamento para o ano que vem dentro do organograma financeiro do partido. Todos os fornecedores aceitaram o parcelamento a partir de março do ano que vem conforme for a determinação do partido".
Nesta terça (9), Costa Neto emitiu um comunicado, no qual afirma que a dívida de campanha é de R$ 4,2 milhões, que o pedido de Manato foi "intempestivo", ou seja, fora do prazo, e que o processo de prestação de contas dele à Justiça Eleitoral tem "inconsistências graves".
Por isso, ainda de acordo com o presidente nacional do PL, o partido não autorizou o reconhecimento da dívida.
"Diante da recomendação do Ministério Público Eleitoral e da área técnica do TRE-ES pela desaprovação das contas devido às inconsistências graves que comprometeram a transparência e o controle da Justiça Eleitoral, o Partido Liberal manteve seu posicionamento de não autorizar a assunção de dívida de campanha do Sr. Carlos Mannato", diz o comunicado.
ELEIÇÕES 2024
Embalado pela polarização e pela nacionalização da eleição estadual de 2022, Manato realizou um feito histórico ao forçar um segundo turno contra Casagrande e acumulou certo capital político.
Depois do pleito, entretanto, "mergulhou", passou a se dedicar à iniciativa privada. Ele tem uma pousada e um cerimonial em Pedra Azul.
Faltando menos de três meses para as eleições de 2024, o ex-deputado está se movimentando. Ele apoia pré-candidatos a prefeito, como Audifax Barcelos (PP), na Serra, embora o PL tenha lançado o vereador Igor Elson à prefeitura.
Manato também tentou emplacar a esposa, a ex-deputada federal Soraya Manato (PP), como concorrente à Prefeitura de Vitória, a despeito da pré-candidatura do deputado estadual Capitão Assumção (PL).
O próprio PP, entretanto, já barrou a manobra. A pré-candidatura de Soraya durou menos de 24 horas. O Progressistas está no palanque de Lorenzo Pazolini (Republicanos) na Capital.
De qualquer forma, Manato afirmou, na segunda-feira (8), pretende se licenciar do PL, para não incorrer em infidelidade partidária ao endossar pré-candidatos que não são seus correligionários.
Quanto a isso, o Partido Liberal informou que "a direção nacional do partido está analisando a situação para determinar quais medidas serão tomadas".
Após a publicação da coluna desta quarta-feira (10), o ex-deputado federal adotou outra postura: "Para não cometer infidelidade, estou conversando com o advogado para não participar de nenhuma campanha este ano".
Quanto à questão da dívida de campanha, Manato sustentou que fez a solicitação dentro do prazo e que o PL poderia, sim, arcar com as despesas. "Desafio eles para uma acareação, com a máquina da verdade, para dizer quem está equivocado".
"HOMEM! MACHO!"
Como o "sumiço" de Carlos Manato após as eleições de 2022 já denotava, a relação dele com o PL não é das melhores. O ex-deputado se filiou à legenda em fevereiro de 2022, justamente para disputar o governo do Espírito Santo.  O desempenho do ex-parlamentar, ancorado na onda bolsonarista, superou as expectativas.
Seguindo a cartilha dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, Manato, na campanha, atacou a esquerda e o PT, por exemplo ao criticar o fato de que petistas de alto escalão foram presos.
Em entrevista para A Gazeta e Rádio CBN, em outubro de 2022, o ex-deputado foi lembrado que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também foi preso, condenado por envolvimento no escândalo do mensalão, que estourou em 2005 e foi protagonizado pelo PT.
Manato, na entrevista, minimizou o episódio: "Foi um equívoco dele..."
"Sabe qual a minha relação com ele (Valdemar)?", retrucou o ex-deputado, na ocasião. "Homem pra caramba! Macho!", respondeu o próprio Manato. Com essas palavras, explicou, ele quis dizer que Valdemar Costa Neto "tem palavra".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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