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Eleições 2022

PT bota o bloco na rua por Contarato e PSB de Casagrande reage

Senador é pré-candidato ao governo do Espírito Santo, mas socialistas tentam parceria

Publicado em 26 de Abril de 2022 às 02:10

Públicado em 

26 abr 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

A presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, e o senador Fabiano Contarato
A presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, e o senador Fabiano Contarato Crédito: Iara Diniz
A pré-candidatura do senador Fabiano Contarato (PT) ao governo do Espírito Santo está mantida até a segunda ordem – ordem que seria emitida apenas pela direção nacional do PT. Enquanto isso, os petistas locais se movimentam, tentam atrair outros partidos e fazem críticas pontuais à gestão de Renato Casagrande (PSB).
Se as costuras nacionais evoluírem, petistas e socialistas devem caminhar juntos no estado e, para isso, várias arestas teriam que ser aparadas.
A presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, em conversa com a coluna ainda na semana passada, avaliou que o governo Casagrande precisa dar mais atenção à área social, uma das principais bandeiras do partido, mas o ponto central da candidatura do senador ao Palácio Anchieta é garantir um palanque para o ex-presidente Lula (PT) no estado.
"Ele (Casagrande) não será um militante pedindo voto para Lula, mas ouvimos do PSB que o PSB fará campanha para Lula-Alckmin. Mesmo em palanques separados, haveria construção dessa visão da candidatura majoritária. Não é uma possibilidade remota, mas real", avaliou Jackeline Rocha.
Para ela, se Contarato e Casagrande se enfrentarem nas urnas, melhor para Lula, que teria candidatos a deputado do PSB pedindo votos para ele e ainda um palanque próprio, o do senador petista, para dar visibilidade à tentativa do ex-presidente de voltar ao Palácio do Planalto.
Casagrande não vai ser mesmo um militante pró-Lula. Isso poderia prejudicá-lo na campanha pela reeleição, dado o sentimento antipetista entre os eleitores capixabas.
O PT, por outro lado, não desanima com tal sentimento. Durante o feriadão já programou o planejamento da candidatura de Contarato ao governo e deve realizar plenárias, reuniões com a militância, em diversos municípios, com Contarato a tiracolo.
"Vamos colocar nosso bloco na rua", garante a presidente estadual do PT.
Jackeline contou ainda que o PT pretende atrair a Rede do ex-prefeito Audifax Barcelos e o PSOL, partido de esquerda mais próximo ao PT, para o palanque de Contarato.
Audifax, no entanto, garantiu que a pré-candidatura dele ao governo está mantida. O lançamento está marcado para o próximo dia 30. Contarato e Audifax já foram correligionários, antes de o senador sair da Rede, mas ideologicamente estão bem distantes.
Enquanto Contarato diz que sempre foi petista, Audifax não se arrisca nem a dizer que é de esquerda.
Já o PSOL está federado com a Rede, não é possível dissociar os dois partidos.
NADA RESOLVIDO
Nos bastidores, lideranças do PT local avaliam que as tratativas entre PT e PSB nacionais esfriaram, apesar de o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) estar confirmado como vice de Lula. Há questões a serem resolvidas nos estados em que haveria aliança entre as siglas.
"Pernambuco não está bem resolvido, São Paulo não está resolvido, Rio Grande do Sul não está resolvido. Antes parecia que estava tudo certo...", avalia um petista.
Assim, se as contrapartidas não estão bem amarradas por lá, por que deveriam estar por aqui?
FAKE NEWS
Já o PSB local vê as movimentações do PT com desconfiança. "Qualquer candidatura é legítima, mas dizer que o governo Casagrande fez pouco na área social é fake news", diz um casagrandista.
Os socialistas reconhecem, no entanto, que uma eventual candidatura de Contarato teria sustentação e força, pelo apoio que teria do PT nacional.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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