Casagrande busca a reeleição.
Ao PT, restaria apenas lançar uma candidatura avulsa. Para isso, não poderia se coligar com o PSB e os demais partidos aliados na disputa pelo governo e tampouco formar outra coligação para o Senado. Estaria, portanto, isolado.
Mas essa possibilidade já está descartada, de acordo com a ex-secretária de Educação de Cariacica Célia Tavares, que era uma das pré-candidatas do partido ao Senado.
Em uma "carta ao povo capixaba", divulgada nesta quinta-feira (28), Célia diz considerar "uma decisão equivocada, pois poderíamos muito bem apoiar a reeleição do governador e tocar nossa candidatura ao Senado".
Para o governador não seria bom negócio. O PT soma tempo de propagada de TV e rádio à coligação.
Célia diz, ainda na carta, que "a possibilidade de candidatura avulsa ao Senado foi retirada em nome do acordo nacional".
O acordo é o mesmo que levou à retirada de Contarato do páreo, a parceria com o PSB de Casagrande.
O PT tem a pré-candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República. O vice na chapa é o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, neosocialista.
O ex-reitor da Ufes Reinaldo Centoducatte também era pré-candidato do PT ao Senado, disputava o espaço com Célia Tavares.
O PT, nos bastidores, tenta emplacar o primeiro suplente da senadora. Um dos cotados é o ex-deputado estadual Genivaldo Lievore.
Mas uma pessoa próxima a Rose avalia que "o PT chegou tarde à discussão". O nome mais forte para ser suplente da emedebista é o empresário Léo de Castro (PSDB).