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Eleições 2022

"Quem dera que houvesse ameaça comunista. É falácia do Bolsonaro", diz candidata do PSTU, no ES

Vera Lúcia diz que PT, principal adversário do presidente, nunca foi socialista, tampouco comunista. Ela quer estatizar tudo e tirar dinheiro dos bilionários para atender aos pobres

Publicado em 13 de Maio de 2022 às 12:06

Públicado em 

13 mai 2022 às 12:06
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Vera Lúcia, pré-candidata à Presidência da República pelo PSTU
Vera Lúcia, pré-candidata à Presidência da República pelo PSTU Crédito: Romerito Pontes/Divulgação
O PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) quer ver o presidente Jair Bolsonaro (PL) fora do cargo, mas, para isso, não se alia ao PT do ex-presidente Lula, tampouco ao PSOL ou ao PCdoB (que está federado com o PT). De extrema esquerda, a legenda considera que todos esses se aliaram ao Centrão e à direita. Logo, não são representantes da classe trabalhadora.
Essas duas últimas palavras, aliás, foram as mais citadas por Vera Lúcia, pré-candidata do partido à Presidência da República, em conversa com a coluna nesta sexta-feira (13). Ela está no Espírito Santo para o lançamento da pré-candidatura do Capitão Souza ao governo do Espírito Santo, que vai ser realizado neste sábado (14). Na ocasião, o PSTU lança também Felipe Skiter ao Senado.
O projeto do PSTU para o Brasil é bem simples: para resolver problemas como pobreza e desemprego, basta tirar dinheiro de cerca de 300 bilionários, estatizar as 100 maiores empresas e todo o agronegócio, além de retomar empresas que foram privatizadas e portos, aeroportos e rodovias que estão sob concessão da iniciativa privada.
Como toda solução simples para problemas complexos, é improvável que dê certo. O PSTU, como admite Vera Lúcia, sabe que tem poucas chances de vencer a eleição, mas quer usar a oportunidade para divulgar o projeto do partido, que é esse aí.
Quanto a Bolsonaro, ela não poupa críticas. O presidente, por exemplo, diz vez ou outra que deve seguir no poder para impedir a "ameaça comunista", ou para impedir que o país volte a ser comunista, um fantasma que talvez somente ele e seus seguidores tenham visto.
"Socialismo é uma fase de transição ao comunismo, que é uma sociedade sem classes", explica Vera Lúcia, identificando-se como socialista e comunista.
"Agora, comunista defendendo estado autoritário não é comunista, é stalinista. Queria muito que houvesse uma ameaça comunista (risos). Não existe ameaça comunista. Isso é falácia de Bolsonaro para acabar com as poucas liberdades democráticas que há no país, para o trabalhador apanhar quando fizer greve, para ser processado ao fazer manifestação", rebateu.
"O PT nunca foi socialista, muito menos comunista", complementou. 
Poderíamos pensar que, entre dois extremos, talvez algumas ideias coincidissem. O Partido da Causa Operária (PCO), por exemplo, tem algumas pautas bem parecidas com as de Bolsonaro, critica as urnas eletrônicas e defende a posse de armas para todos.
Vera Lúcia, no entanto, diz confiar no sistema de votação, embora questione alguns pontos do sistema eleitoral. "As eleições precisam ser respeitadas, mas isso não quer dizer que as instituições sejam a favor da classe trabalhadora", afirmou.
"(O sistema eleitoral) é muito pouco democrático, favorece como o capitalismo os grandes partidos. A campanha de Bolsonaro vai ser irrigada por milhões, assim como a do Lula, o que contrasta com a realidade do trabalhador. Mas Bolsonaro questiona o resultado de um sistema que o garantiu quase 30 anos no Congresso e depois a Presidência da República", apontou.
O PSTU não tem espaço na propaganda eleitoral gratuita.
Vera Lúcia nasceu em um pequeno povoado em Pernambuco, mas foi criada e exerceu a militância política em Sergipe. Há quatro anos vive em São Paulo.
Ela é socióloga e disputou a Presidência da República em 2018, quando recebeu 55.762 votos (0,05%). Ficou em 11º lugar, à frente apenas de Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL).

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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