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Eleições 2022

"Quem quer muito não tem nada", diz Rose sobre candidaturas avulsas ao Senado

Entre os aliados do governador Renato Casagrande (PSB), mais de um nome quer concorrer ao cargo de senador. Rose de Freitas, pré-candidata à reeleição, critica a ideia de múltiplas candidaturas no grupo

Publicado em 08 de Julho de 2022 às 02:10

Públicado em 

08 jul 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Senadora Rose de Freitas
Senadora Rose de Freitas no plenário do Senado Federal Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já firmou o entendimento que um mesmo grupo político pode ter mais de um candidato ao Senado, desde que esse segundo ou terceiro nomes não integrem outras coligações.
Isso quer dizer que na ampla aliança que se amolda em torno do governador Renato Casagrande (PSB) poderia haver mais de um postulante à vaga de senador. Hoje, a senadora Rose de Freitas (MDB), pré-candidata à reeleição, parece ser a mais próxima de obter o apoio do governador.
Ela ressalta, no entanto, que a expressão "o governador deve apoiar a senhora", usada por esta colunista, não é a mais acertada: "Política é aliança. Ele apoia querendo apoio".
Voltando à questão da possibilidade "candidaturas avulsas", na prática seria assim, por exemplo: o governador estaria numa coligação com vários partidos, entre eles o MDB de Rose, e ela seria a candidata ao Senado.
Mas o Podemos, que também estaria no grupo, teria seu próprio candidato, o Coronel Alexandre Ramalho. Só que os candidatos ao Senado teriam que ir sozinhos para a briga, sem formar outra coligação e, logo, sem a soma do tempo de propaganda de TV e os recursos dos aliados.
Casagrande já disse à coluna que, mesmo que isso seja juridicamente possível, quer apenas um aliado na disputa. Essa divisão não seria a ideal.
Rose, também em entrevista à coluna, vai mais além. "Se o governador quisesse ter dez candidatos ao Senado não teria como. Quem quer muito não tem nada. Assim como ele pode ter vários candidatos ao Senado, os candidatos ao Senado poderão ter vários candidatos a governador então", provocou.
"'Ah, estou na sua aliança, mas também sou simpático à candidatura do Guerino (Zanon)'. E aí?. Isso não é a consolidação de um projeto, de uma base para disputar eleições majoritárias", complementou Rose.
O PT, que está perto de fechar uma parceria com o PSB de Casagrande no Espírito Santo, também tem nomes ao Senado – está entre o ex-reitor da Ufes Reinaldo Centoducatte e a ex-secretária de Educação de Cariacica Célia Tavares.
A presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, disse que não descarta uma candidatura avulsa do partido, se não conseguir o endosso de Casagrande para que um deles seja o nome da coligação.
E ainda há outro aliado do socialista querendo a vaga, o deputado federal Da Vitória (PP).
De acordo com pesquisa Ipec divulgada em maio, Rose é mais competitiva que Da Vitória e Ramalho. Os demais que estão na frente na corrida são de outros grupos políticos, o ex-senador Magno Malta (PL) e o ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli (Republicanos).
E Rose não joga parada. Tirou licença do mandato, até o dia 3 de novembro, para se dedicar à campanha. Aparece frequentemente em agendas públicas com Casagrande. Nas redes sociais dela ele aparece em fotos quase tanto quanto a própria senadora.
Deputado federal Paulo Foletto, senadora Rose de Freitas, governador Renato Casagrande, vice-governadora Jacqueline Moraes e prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi
Deputado federal Paulo Foletto, senadora Rose de Freitas, governador Renato Casagrande, vice-governadora Jacqueline Moraes e prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi Crédito: Facebook/Rose de Freitas
Rose diz que, eleitoralmente, está mais próxima do governador mesmo. Mas conversa com outros atores.
Contou à coluna que já esteve com o ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede), embora ele esteja federado com o PSOL, que lançou Gilbertinho ao Senado, e ainda tenha alinhavado uma aliança com o Avante, que tem Nelson Junior disputando o posto.
A senadora também manteve contato, vejam só, com o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon, que saiu do MDB justamente porque não encontrou espaço na legenda para disputar o governo do estado.
Guerino contou à coluna que Rose, que comanda a sigla, já estava fechada com Casagrande, além disso o MDB teria como prioridade reeleger Rose. Mas o ex-prefeito ressaltou não guardar mágoas da ex-correligionária.
O mesmo disse Rose: "Conversei com ele (Guerino) há uns dois meses. A relação é cortês, com todos. Não existe razão para convergir ou divergir com animosidade. Política não é para isso. 'Ah, fulano não senta na mesa mais...' Isso não faz parte, graças a Deus, comigo nunca fez. A política não me move para intriga, fofoca. Mantenho o respeito com todos e, graças a Deus, sou respeitada".
Ou seja, se não der certo a aliança com Casagrande, outras não estão descartadas. "Pretendo conversar com todos os partidos. Não tive a chance de conversar com os demais (somente os de Audifax e Guerino) ainda porque tem muito trabalho no Senado", pontuou a parlamentar.
Mas, na hipótese de ficar com Casagrande, frise-se, a mais provável, Rose diz não ter restrição a nenhum partido da provável coligação. Nem aos bolsonaristas do PP nem ao PT.
"A restrição que eu tenho é ao autoritarismo, ao desrespeito e à corrupção. É possível conviver com um bolsonarista? Sim, desde que ele participe das políticas para melhorar o estado."
Rose, como a coluna já mostrou, começou a corrida meio desacreditada, principalmente por desafetos e egressos do MDB. Ela foi alvo da Operação Corsários, da Polícia Federal, em maio do ano passado. A investigação mirou a Codesa e tramita sob sigilo.
Mas a senadora, muito popular entre os prefeitos, mostra fôlego, ao menos de acordo com a última pesquisa Ipec, e mantém a proximidade com Casagrande mesmo com o MDB "desmantelado", como ela mesma descreveu à coluna.
"O partido foi desmantelado na briga entre duas correntes, quando eu não estava no partido. Ou era Lelo ou era Marcelino. Quem era contra um queria matar o outro e não é assim que é a política", avaliou.
Rose passou a comandar o MDB no estado justamente para pacificar a sigla, mas os descontentamentos permaneceram e houve uma debandada. Marcelino Fraga, por exemplo, foi para o PSDB. Lelo, por um triz, continuou na legenda.
Entre os deputados estaduais, não sobrou nenhum. O último a partir foi Doutor Hércules. Aliás, foi uma saída ruidosa. Ele acabou indo parar no Patriota.
"Quero que o MDB volte a emergir como força de mobilização", exortou Rose.
Ainda que esteja enfraquecido, praticamente morto no estado, o MDB tem tempo de TV e dinheiro para campanha, o que pode ajudar Casagrande, ou outro pré-candidato ao governo, em uma eventual coligação.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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