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Votação na Câmara

Reforma tributária traça uma linha entre bolsonaristas no ES

Evair de Melo e Da Vitória, por exemplo, são do PP, mas ficaram em lados opostos

Publicado em 14 de Julho de 2023 às 11:29

Públicado em 

14 jul 2023 às 11:29
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Os deputados federais Da Vitória e Evair de Melo
Os deputados federais Da Vitória e Evair de Melo Crédito: Câmara dos Deputados
O Partido dos Trabalhadores, antes de assumir o poder no Brasil, fazia uma oposição irascível. Votava contra por ser do contra.
O PT se opôs, por exemplo, ao Plano Real, alegando incertezas sobre o impacto econômico da medida, que depois revelou-se um sucesso.
Um deputado do baixo clero também votou contra o plano: Jair Bolsonaro. Então filiado ao Partido Progressista Reformador (PPR), o capitão da reserva do Exército tinha interesses mais comezinhos: achava que seria ruim para os salários dos militares.
Vinte e nove anos depois, a Câmara dos Deputados votou, na última quinta-feira (6), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária.
Bolsonaro, sem mandato, foi politicamente derrotado ao insuflar um movimento contrário à reforma. O placar de 375 a 113 deu o tom.
O Republicanos e o PP, que integraram o governo bolsonarista, orientaram o voto a favor da PEC.
No Espírito Santo, dos dez deputados, sete votaram a favor e três contra. Uma divisão ficou clara.
No Republicanos, Amaro Neto votou "sim". Messias Donato, "não".
No PP, Da Vitória votou "sim". Evair de Melo, "não".
O que divide esses dois grupos é o radicalismo e o cálculo eleitoral.
Evair, nas redes sociais, justificou o voto com um argumento simplista: "Se é bom pro PT é ruim para o Brasil". Parece até, por ironia da vida, ... o PT de 1994.
No Instagram, o deputado acrescentou que a tramitação se deu de forma açodada, que o Espírito Santo vai ser prejudicado pelo fim dos incentivos fiscais e que reforma tributária sem reforma administrativa "é pegadinha".
Da Vitória, por sua vez, um dos principais defensores da reforma tributária, em conversa com a coluna, lembrou que os incentivos fiscais do estado vão permanecer até 2032.
"A vida toda ficamos agarrados a benefícios fiscais, temos que nos adequar", exortou.
Ele avaliou que a reforma "vai mudar a vida dos brasileiros":
"Em 30 anos, 600 mil regras foram criadas sobre tributos no Brasil. As empresas precisam de um exército de profissionais, contadores, advogados, para orientá-las. O custo Brasil é 25% do PIB por causa da complexidade das regras tributárias. Agora, vai haver uma simplificação".
"O governo (Lula), como qualquer governo em sã consciência, sabe que a reforma é necessária", comentou Da Vitória, ao ser questionado pela coluna sobre o conflito de bolsonaristas entre votar contra ou a favor.
O próprio Da Vitória é apoiador de Bolsonaro, mas não segue a cartilha em todos os temas. Ele creditou os discursos contrários à reforma tributária a "falta de conhecimento".
Marcos do Val (Podemos) está licenciado do mandato e não respondeu ao questionamento da coluna sobre como pretende se posicionar. É provável que ele já esteja de volta à Casa quando o texto for apreciado pelo Senado.
Uma linha, entretanto, já está traçada.
De um lado, estão os radicais que, nem por isso, deixam de ser pragmáticos. Apostam no "nós contra eles" para empolgar os eleitores anti-PT. 
É contraditório, já que o próprio Bolsonaro e simpatizantes do ex-presidente eram favoráveis a uma reforma tributária. Agora, devido apoio do governo Lula à PEC, passaram a ser contrários. 
Foi emblemática a cena em que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi vaiado em encontro do PL ao defender a medida. No recinto, ele era minoria.
Fora de lá, contudo, ganhou ares de estadista e deslocou-se do que há de pior no bolsonarismo. Está do outro lado da linha.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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