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Eleições 2024

Reviravolta na Serra: partido sofre intervenção e deve mudar de palanque

Comando municipal do União Brasil foi inativado pela Executiva nacional na véspera da convenção. Legenda está ao lado de Weverson Meireles (PDT) na disputa pela prefeitura. Veja para onde o União deve ir

Publicado em 19 de Julho de 2024 às 21:44

Públicado em 

19 jul 2024 às 21:44
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Site do TSE mostra que comando do União Brasil na Sera foi
Site do TSE mostra que comando do União Brasil na Sera foi "inativado" Crédito: Reprodução
O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra: o comando do União Brasil na Serra foi inativado nesta sexta-feira (19). O órgão, provisório, era presidido por Antônio Carlos Barbosa Coutinho, o coronel Coutinho, da reserva da Polícia Militar. Coutinho é secretário adjunto de Defesa Social da Prefeitura da Serra e, logo, sob a gestão dele o União estava no palanque do pupilo do prefeito Sérgio Vidigal (PDT), Weverson Meireles (PDT).
Com a reviravolta, entretanto, o partido deve ir para o lado de outro pré-candidato a prefeito, o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos). Isso se não houver nova surpresa.
A decisão de inativar o órgão provisório do União Brasil da Serra foi da Executiva nacional do partido, presidida por Antonio Rueda. O presidente estadual, Felipe Rigoni, foi informado previamente da mudança, de acordo com a assessoria do próprio Rigoni.
Mas foi algo bastante súbito. A convenção do União Brasil da Serra estava marcada para este sábado (20). No evento, os nomes dos candidatos a vereador do partido e o apoio a Weverson na corrida pela prefeitura seriam confirmados.
Uma resolução de abril de 2024 dá poderes à direção nacional para ditar os rumos do União Brasil nas eleições de 2024 em capitais e em cidades com mais de 200 mil eleitores.
O fato de o partido, na cidade, não ter um diretório eleito e sim um órgão provisório facilitou a intervenção.
Os nomes dos novos integrantes do órgão devem ser definidos neste sábado. E a escolha vai passar pelo crivo de Muribeca, de acordo com o que a coluna apurou.
Um aliado do republicano acrescentou que "vai haver diálogo" com os filiados e que a intenção é manter intacta a chapa de pré-candidatos a vereador do União na Serra.
É até possível que a vaga de vice na chapa de Muribeca seja oferecida ao União Brasil, embora o deputado também mantenha conversas com o PSDB.
Atores políticos próximos ao deputado estadual deram como certo, na noite desta sexta-feira, que o União vai deixar de apoiar Weverson — leia-se Vidigal — e endossar a pré-candidatura do republicano.
Mas boa parte dos filiados ao União na Serra está ao lado do prefeito e do pré-candidato do PDT à prefeitura. 
"Montamos o União na Serra no sentido de caminhar com Vidigal, temos um histórico com ele. Vejo dificuldade de caminhar com outro que não o PDT", afirmou Adriano Galinhão, um dos dois vereadores do partido na cidade.
Coronel Coutinho também foi procurado, mas não deu retorno à coluna até a publicação deste texto.
O FATOR MARCELO SANTOS
Mas como e por que caciques políticos movimentaram-se lá em Brasília para alterar o jogo justo na Serra? 
Não há uma resposta oficial para isso, mas a coluna apurou que a provocação não partiu de Rigoni e sim de um recém-filiado ao União Brasil, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos.
Marcelo apoia Pablo Muribeca para a Prefeitura da Serra e, de acordo com fontes ouvidas pela coluna, foi o presidente da Assembleia que agiu como interlocutor para que a Executiva nacional interviesse.
Marcelo chegou a demonstrar interesse em presidir o União no Espírito Santo, mas para isso teria que rifar Rigoni. Ocorre que o atual presidente estadual foi eleito para o posto e tem mandato até 2027.
O presidente nacional do União Brasil divulgou um comunicado no último dia 13 em que reafirmou "a liderança de Felipe Rigoni". O secretário estadual de Meio Ambiente do governo Renato Casagrande (PSB), portanto, continua no comando do partido.
Mas, mesmo sem assumir oficialmente a presidência, Marcelo Santos exerce bastante influência, como o capítulo desta novela demonstra.
A coluna não conseguiu contato com ele até a publicação deste texto.
"PARCERIA E AMIZADE"
Já Pablo Muribeca, após a publicação da coluna, emitiu uma nota em que diz receber "com muita humildade e felicidade a possibilidade do apoio do União Brasil (...) reforçando a parceria e amizade com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Santos".
Ou seja, o próprio Muribeca colocou Marcelo no cenário. 
"O União Brasil vem para estreitar nossos laços e caminhar lado a lado, comprometidos em promover uma grande união e mudança para a Serra", complementou o deputado do Republicanos, ainda  na nota.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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