Como a coluna mostrou, o deputado federal não reeleito Felipe Rigoni (União Brasil) "mergulhou" e não diz, publicamente, o que vai fazer a partir de 1º de fevereiro, quando vai estar sem mandato. Ele era cotado para a Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo Renato Casagrande (PSB), mas também recebeu convite, de acordo com pessoas próximas ao parlamentar, para trabalhar na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo.
Casagrande confirmou à coluna, em entrevista na Rádio CBN Vitória nesta terça-feira (27), que chamou Rigoni para a Ciência e Tecnologia, mas o deputado recusou a proposta.
"Fiz o convite, sim. Rigoni, num primeiro momento, tinha outros projetos. Mas continuo conversando com ele para que ele possa, de alguma maneira, colaborar com o governo em alguma posição. Não é uma conversa encerrada", afirmou o governador.
A coluna quis saber se a ideia é alocar o futuro ex-deputado em outra secretaria. "É para que ele ocupe outra secretaria. Tem alternativas e temos conversado com ele", respondeu Casagrande.
Faltam ser anunciados os titulares de Ciência e Tecnologia; Meio Ambiente; Turismo e Trabalho e Assistência Social.
Dessas, a que tem mais chances de Rigoni ser convencido a aceitar, conforme a coluna apurou, é o Meio Ambiente.
De novo, Rigoni não atendeu a coluna nesta terça. Pode ser que, no fim das contas, ele não integre o primeiro escalão de Casagrande. Além da proposta na administração de Tarcísio, ele tem convites para atuar na iniciativa privada.
Em 2022, entretanto, Rigoni deu uma guinada.
Lançou-se pré-candidato ao Palácio Anchieta. Fez críticas à atual gestão e concluiu que o ciclo de Casagrande e do ex-governador Paulo Hartung revezando-se no poder havia chegado ao fim.