Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Eleições 2022

Rigoni sobre governo Casagrande: "Falta gestão e faltam projetos"

Deputado elegeu-se pelo PSB, partido do governador, mas está de saída da legenda e tem planos de disputar o Palácio Anchieta

Publicado em 16 de Setembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

16 set 2021 às 02:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Deputado federal Felipe Rigoni em entrevista ao Papo de Colunista
Deputado federal Felipe Rigoni em entrevista ao Papo de Colunista Crédito: Reprodução/YouTube A Gazeta
O deputado federal Felipe Rigoni elegeu-se pelo PSB, um partido de centro-esquerda, em 2018. Sendo um político de centro e liberal, como ele mesmo se define, não chega a ser surpresa o fato de ter votado, na Câmara, de forma contrária à orientação partidária em momentos-chave, como na apreciação da Reforma da Previdência. Rigoni foi a favor. O PSB, contra.
O parlamentar pediu para sair e obteve o aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para buscar outra legenda, sem risco de perder o mandato. Ele já chama o PSB de "meu ex-partido", embora ainda esteja, formalmente, filiado à sigla.
Rigoni é próximo ao governador Renato Casagrande, maior liderança do PSB no Espírito Santo. Amigos, amigos. Negócios à parte.
Em entrevista ao Papo de Colunista, de A Gazeta (leia-se Rafael Braz e eu, enquanto Leonel Ximenes está de férias), nesta quarta-feira (15), o deputado afirmou que há pontos positivos e negativos na gestão estadual.
Instado a listar os pontos negativos, não se fez de rogado: "Falta uma gestão mais incisiva e faltam projetos".
"Vejo muito anúncio de investimentos, e tem mesmo, está fazendo isso semanalmente, mas não se sabe para qual direção estamos levando o nosso estado", complementou.
"Para mim, o Espírito Santo, por ser um estado pequeno, não vai ser nunca uma grande massa consumidora, tem que fazer coisas que não são exatamente as que nós estamos fazendo agora. Temos que investir muito mais na formação tecnológica da nossa população, a gente tem que ser um centro de startups. Vitória tinha que ser um local de turismo tecnológico", afirmou o parlamentar.
E teve mais: "O governo do Espírito Santo é organizado, financeiramente equilibrado, você tem excelentes servidores aqui. O próximo passo é a gente digitalizar completamente o serviço público no estado. Óbvio, tendo a parte humana para quem precisa. Isso não evoluiu nada nesta gestão. Tem é o e-docs, que é um negócio interno que eu tenho as minhas críticas".
O parlamentar tem conversado com lideranças políticas do Espírito Santo, não apenas em busca de um novo partido. Não esconde o desejo de disputar a cadeira hoje ocupada por Casagrande.
Ele afirmou que está mais próximo de PSDB, DEM e PSD. Se vai conseguir viabilizar a candidatura ao Palácio Anchieta já em 2022 é outra história, mas já se prepara para percorrer os 78 municípios do Espírito Santo, frise-se, em ano pré-eleitoral.
Esteve recentemente, como a coluna apurou, com Neucimar Fraga, também deputado federal e presidente estadual do PSD, e com o prefeito de Linhares, Guerino Zanon (MDB), outro pré-candidato ao Executivo estadual.
A coluna perguntou, dias atrás, ao governador Casagrande, como ele avalia as movimentações de Rigoni e como está a relação entre os dois. Para o socialista, "a relação é muito boa".
"Somos amigos. Ele é amigo da família. Mas isso não significa que ele não possa ter o projeto dele. Não é uma relação boa que vai impedir que ele possa seguir o que ele deseja. Ele tem total liberdade", destacou.
Por enquanto, além de ter dito que tem, sim, o desejo de concorrer ao governo, Rigoni contou que pretende formar um grupo para tratar do futuro do estado, uma vez que a era de Renato Casagrande e Paulo Hartung vai passar em breve, previu.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Réplica do Buda de Ibiraçu na ES Tour
Turismo no ES está entrando em uma nova era de profissionalização
Editais e Avisos - 04/05/2026
Vasco, futebol de areia
Vasco estreia com goleada na Libertadores de futebol de areia, em Vila Velha

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados