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Eleições 2022

Senado: Casagrande quer apenas um aliado na disputa

Ao menos três pré-candidatos querem a bênção do socialista e mais um pode surgir

Publicado em 08 de Junho de 2022 às 02:10

Públicado em 

08 jun 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Governador Renato Casagrande
Governador Renato Casagrande Crédito: Helio Filho/Secom
O governador Renato Casagrande (PSB) somente vai dizer se vai disputar ou não a reeleição – ele vai – no início de julho. Mas as movimentações eleitorais começaram muito antes. Continua, por exemplo, a disputa entre quem vai ser o candidato, ou candidata, ao Senado com as bênçãos do socialista.
Ao menos três nomes estão no páreo: a senadora Rose de Freitas (MDB), o deputado federal Da Vitória (PP) e o ex-secretário estadual de Segurança Pública coronel Alexandre Ramalho (Podemos).
E, se o PSDB formalizar o apoio a Casagrande, pode surgir mais um competidor.
Seria possível que mais de um aliado do governador apareça nas urnas em outubro? "Não sei nem se a legislação permite isso", respondeu o socialista à coluna.
Permite, mas depende. De acordo com o advogado eleitoralista Marcelo Nunes, os partidos coligados para eleger um governador têm duas saídas: repetir a coligação em torno de um candidato ao Senado ou lançar candidatos avulsos a esse cargo.
Se a segunda opção for a escolhida, poderiam ser lançados Rose, Da Vitória e Ramalho ao mesmo tempo. E os partidos deles poderiam estar coligados com Casagrande. Mas nas candidaturas ao Senado estariam sozinhos.
Isso impacta o tempo de TV. Se o Podemos lançasse Ramalho sozinho, por exemplo, não teria muito espaço para divulgar o nome dele no rádio e na televisão, além da menor capilaridade na hora de pedir votos nas ruas.
"Não acho isso adequado. O movimento nosso deve ter uma candidatura ao governo e uma candidatura ao Senado, é o mais correto", avaliou Casagrande.
Ou seja, não deve haver a candidatura de um e outro ao Senado, mas de um ou outro.
E quem está na frente nessa corrida?
Como o próprio governador lembrou, Rose de Freitas tem marcado presença nas agendas públicas do governo.
Rose, entre os três aqui citados, foi a que mais pontuou na pesquisa Ipec divulgada no início de maio, com 15% das intenções de voto, tecnicamente empatada, no limite da margem de erro, em primeiro lugar com o ex-senador Magno Malta (PL) e o ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli (Republicanos).
Da Vitória alcançou 8% e Ramalho, 6%.
"Não tem uma tendência (sobre quem o governador deve apoiar). A Rose tem me acompanhado nos meus eventos, é uma parceira nossa, importante no governo; Ramalho foi nosso secretário e Josias Da Vitória também colocou a possibilidade do debate", resumiu Casagrande, sem querer desagradar os aliados.
PSDB
Como já mencionado, o PSDB pode se juntar à ampla aliança que o governador pretende consolidar para disputar a reeleição. Os tucanos estão federados com o Cidadania, parceiro de longa data do governador.
O presidente estadual do PSDB, Vandinho Leite, já disse que vai apoiar ao governo quem der espaço para o partido na chapa majoritária, disputando a vaga de vice ou de senador.
Como possíveis postulantes às vagas, ele citou o ex-senador Ricardo Ferraço (PSDB) e o ex-prefeito de Cariacica Juninho (Cidadania). Este, por sua vez, já avisou que o Senado ele não disputa. Aconteça o que acontecer, vai apoiar Rose.
Casagrande avaliou que Ricardo e outro tucano, o ex-presidente da Findes Léo de Castro, são competitivos. "São bons nomes para compor chapa majoritária, até como candidatos ao governo e como candidatos a vice e ao Senado", afirmou o governador à coluna.
PT
Se conseguir atrair o PT para aliança, o governador também terá que lidar com as pretensões dos petistas, que têm postulantes ao Senado. Atualmente, a disputa interna está entre o ex-reitor da Ufes Reinaldo Centoducatte e a ex-secretária de Educação de Cariacica Célia Tavares.
E ainda há o palestrante e escritor Nelson Júnior, do Avante, outro partido que está na base de Casagrande e quer disputar o Senado.
Se do lado casagrandista há indefinição e, por enquanto, divisão quanto à corrida ao Senado, do lado de lá, na oposição, também não há união.
Magno Malta e Meneguelli seguem como nomes do campo conservador. Até chegou-se a especular que Magno poderia rifar Carlos Manato (PL) da disputa pelo governo do estado em troca de o Republicanos retirar o nome de Meneguelli, mas o ex-senador garantiu à coluna que esse plano não é cogitado.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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