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Prefeitura da Serra

Sérgio Vidigal e a reeleição: prefeito vai anunciar, em janeiro, se quebra promessa

Ao ser eleito para o quarto mandato, em 2020, ele afirmou que "encerraria um ciclo". Agora, alerta que administrar a Serra "não é para amadores"

Publicado em 20 de Dezembro de 2023 às 12:58

Públicado em 

20 dez 2023 às 12:58
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Sérgio Vidigal, prefeito da Serra
A colunista de A Gazeta Letícia Gonçalves, o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, e a âncora Fernanda Queiroz durante entrevista na Rádio CBN Vitória Crédito: Ricardo Medeiros
Quando foi eleito, em 2020, para o quarto mandato como prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT) reafirmou o que havia garantido, ainda na reta final da campanha, em debate realizado por A Gazeta e pela Rádio CBN: ele não tentaria a reeleição em 2024. 
"Eu não falei isso antes para não acharem que era conversa de candidato. Deixei para falar no último debate que eu tive. Quero falar mais uma vez: quero encerrar um ciclo, um legado para a cidade. Quero dar uma contribuição nesse momento que eu sei que a cidade precisa. A cidade precisa de um prefeito preparado, experiente, que se articula com facilidade e que tem capacidade de unir essa cidade. O que eu quero é terminar esse legado como disse anteriormente. Comecei como médico e quero terminar como médico", prometeu, no dia 29 de novembro daquele ano, enquanto comemorava o resultado do pleito. 
De lá pra cá, o discurso mudou. O prefeito passou a não descartar a reeleição. Nesta quarta-feira (20), em entrevista à Rádio CBN Vitória, Vidigal adiantou que vai anunciar na primeira quinzena de janeiro se vai ou não concorrer.
"A Serra tem um legado. A Serra, de 30 anos para cá, em todos os aspectos, é uma outra cidade. Isso foi fruto de planejamento estratégico. Eu e o ex-prefeito (Audifax Barcelos) fizemos alternância, mas o projeto era o mesmo. Há uma preocupação muito grande por parte de muitas pessoas em relação a não criar um caminho seguro para o município da Serra", respondeu o pedetista quando questionado pela coluna sobre os motivos de, agora, considerar disputar a reeleição.
"A gestão da Serra não foi feita para amadores"
Sérgio Vidigal (PDT) - Prefeito da Serra
Hoje, nenhum ator político da Serra duvida que Vidigal vai, sim, tentar mais um mandato em 2024.
A coluna apurou que o anúncio oficial deve ocorrer na convenção do PDT municipal, quando deve ser eleito o novo diretório da sigla. 
Ao falar que a Serra "não é para amadores", o prefeito manda um recado para aqueles que querem "o novo" na tentativa de interromper o revezamento entre Vidigal e Audifax, os únicos prefeitos que a cidade teve desde 1997.
O ex-prefeito, aliás, tem dado declarações similares. Ao se filiar ao PP, no último dia 2, Audifax alertou que "não é qualquer um que pode ser prefeito da Serra".
Há o "fator Pablo Muribeca" a ser levado em consideração. O histriônico deputado estadual do Republicanos ganha holofotes, por exemplo, ao "invadir" unidades de saúde ou o Sine da cidade e ao fazer duras críticas à administração municipal. 
Ele é pré-candidato a prefeito e a possibilidade de conseguir personificar a única opção para fugir da polarização Audifax-Vidigal preocupa políticos tradicionais da cidade.
Muribeca foi vereador por dois anos e é deputado de primeiro mandato por igual período. "Se o seu filho está com um grave problema de saúde, você procura o melhor médico, o melhor especialista, experiente. Mas, para gerir uma cidade, tem gente que escolhe assim: 'quero esse, porque ele nunca foi prefeito'. É um risco", avaliou um observador do tabuleiro serrano.
Além do deputado estadual, outros nomes podem entrar na corrida, como o vice-prefeito da Serra, Thiago Carreiro (União Brasil), que faz oposição a Vidigal, e alguém a ser lançado pelo PL. O Novo já tem pré-candidato, o empresário Wilson Zon.
A DATA
O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB) e o de Viana, Wanderson Bueno (Podemos), já cravaram, esta semana, em entrevistas à CBN, que vão tentar a reeleição. 
Vidigal, por sua vez, tenta evitar se jogar no debate com antecedência. É que, ao menos em tese, o cenário é mais confortável para Euclério e Wanderson. O pedetista enfrenta uma oposição mais ferrenha e, assim, tem que desviar de petardos o tempo todo. 
Assista à entrevista de Sérgio Vidigal na íntegra:

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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