No segundo turno da eleição para a Prefeitura da Serra, no último dia 27, 7.434 eleitores votaram nulo. Para isso, bastava digitar, na urna, um número aleatório, que não correspondesse ao de Weverson Meireles (PDT, 12) nem ao de Pablo Muribeca (Republicanos, 10). E depois apertar a tecla "confirma".
Outros 277 eleitores escolheram digitar 22 no segundo turno. Esse era o número do candidato do PL, Igor Elson, que ficou em quarto lugar no primeiro turno.
Já 243 eleitores teclaram 13, o número de Professor Roberto Carlos, o candidato do PT, que ficou em quinto lugar e também não participou do segundo turno.
Nessa etapa, todos os 11, 13 e 22 digitados foram anulados, assim como os demais números que não eram nem 10 nem 12.
O "campeão" na hora de votar nulo, entretanto, foi o 00: 5.176 eleitores teclaram apenas dois zeros para anular o voto.
Votos nulos não fazem diferença alguma para decidir a eleição. Se todos os demais eleitores anulassem os votos e um candidato votasse em si mesmo, ele seria eleito com 100% dos votos válidos.
Pois os votos que contam, como o nome sugere, são os válidos, aqueles que correspondem ao número de urna de um candidato que participa do pleito.
O número de votos nulos na Serra no segundo turno também não chegou a chamar a atenção como "protesto", como alguns poderiam supor.
Os 7.434 nulos correspondem a 3,07% do total de 242.267 votos contabilizados no último dia 27.
Os votos brancos (registrados quando você aperta a tecla "branco") foram 6.535 (2,70%) e também não são utilizados para decidir o vencedor da eleição.
Os válidos foram 228.298, dos quais 138.071 foram destinados a Weverson e 90.227 a Muribeca.
O ponto fora da curva, mesmo, foi a abstenção no segundo turno na Serra: 120.257 eleitores simplesmente não foram votar. Isso corresponde a 33,17% do eleitorado da cidade.
NÚMEROS MAIS USADOS PARA ANULAR O VOTO NO 2º TURNO NA SERRA