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Senador pede para sair

Suplente que pode assumir no lugar de Do Val foi escolhida ao acaso

Rosana Foerst é filiada ao Cidadania e, até o último dia 26, ocupava um cargo comissionado no governo Renato Casagrande (PSB)

Publicado em 02 de Fevereiro de 2023 às 09:37

Públicado em 

02 fev 2023 às 09:37
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Rosana Foerst, 1ª suplente do senador Marcos do Val
Rosana Foerst, 1ª suplente do senador Marcos do Val Crédito: Reprodução/DivulgaCand
Se a saída do senador Marcos do Val (Podemos) do mandato se confirmar, como ele mesmo anunciou nas redes sociais, quem vai assumir o lugar dele é a 1ª suplente, Rosana Foerst, que é filiada ao Cidadania desde 2015. 
Quando Do Val foi eleito, em 2018, ele integrava o mesmo partido. A coluna apurou que a escolha dos suplentes do parlamentar – obrigatoriamente é preciso apresentar dois – ocorreu de forma singular.
Um assessor do então candidato chegou ao comitê e disse que precisava de dois nomes, filiados, e que não tivessem impedimento para figurar na chapa. Quem ocupasse cargo público, por exemplo, não poderia participar, porque o prazo de desincompatibilização já havia passado.
Rosana Foerst estava lá na hora e se disponibilizou a ajudar. A ideia era que, no período autorizado pela Justiça Eleitoral, os suplentes fossem substituídos por nomes escolhidos após mais reflexão.
Rosana trabalhava na campanha do deputado estadual Fabrício Gandini, presidente estadual do Cidadania.
Desde fevereiro de 2019 até o último dia 26 de janeiro, ela ocupava um cargo comissionado na  Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social do governo Renato Casagrande (PSB).
Era chefe de núcleo QCE-03, de acordo com o Portal da Transparência, com salário bruto de R$ 6.300,19.  Mas foi exonerada.
Depois de registrada a candidatura, com a 1ª e o segundo suplente, Ronaldo Libardi (Cidadania), a equipe de Do Val tentou substituir Rosana.
O convite foi feito a Carlos Rafael, secretário-geral do PSB estadual, que recusou a proposta.
"Faltando uns 15 dias para terminar o prazo em que o TRE permitia a troca de nomes, fui procurado pelo assessor dele (de Do Val). Ele (o assessor) me conhecia há tempos e falou que queria me colocar como 1º suplente e era para eu levar documentos até o meio-dia. Conversei com o governador (Casagrande), com o Ciciliotti (então presidente estadual do PSB), refleti e decidi não me meter nisso, porque era uma coisa improvisada, eu não tinha construído isso, nem pensava nisso", contou Carlos Rafael à coluna nesta quinta.
Ele diz que, mesmo diante da iminente possível renúncia de Do Val, o que lhe renderia uma cadeira no Senado, não se arrepende.
"Tenho 66 anos de idade e 33 de partido. Esse processo não foi construído, seria tipo um jogo de loteria e não faço política assim", comentou.
Casagrande apoiou Do Val na disputa pelo Senado. A verdade é que pouca gente botava fé que ele venceria a eleição. Na reta final, entretanto, a candidatura do ex-instrutor da Swat ganhou fôlego, assim como a de Fabiano Contarato (então filiado à Rede).
Os dois venceram, desbancando os veteranos Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR).
Na madrugada desta quinta-feira (2), o senador do Podemos (partido para o qual Do Val migrou) publicou nas redes sociais que vai sair da política definitivamente e pedir afastamento do Senado, embora tenha mais quatro anos de mandato pela frente.
Ele afirmou ainda que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou coagi-lo a dar um golpe de Estado. Também está indignado após receber críticas por ter cumprimentado o colega Rodrigo Pacheco (PSD) pela vitória na eleição da Mesa Diretora. 
Já no final da manhã de quinta, em entrevista coletiva, Do Val contou uma história um pouco diferente. E disse que não decidiu se vai ou não renunciar ao cargo de senador.
A coluna tentou contato com Rosana Foerst na manhã desta quinta-feira, mas não obteve retorno.
O presidente estadual do Cidadania confirmou que ela segue filiada ao partido. No registro de candidatura, não há informação sobre a profissão dela.
Rosana tem 54 anos, curso superior, já foi professora de ensino infantil e nunca havia disputado uma eleição, até 2018.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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