Considerando a margem de erro da pesquisa, que é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos, os três estão tecnicamente empatados, no limite da margem. Por exemplo, se Magno, em vez de 23, tivesse quatro pontos a menos, ficaria com 19. Rose, com quatro pontos acima, também.
Não bastassem os percentuais pouco reveladores sobre o favorito, ou favorita, o fator tempo pode pesar muito. Magno também liderava as intenções de voto no início dos levantamentos realizados em 2018. No fim das contas, não foi reeleito. Além disso, desta vez apenas uma vaga está em disputa.
Agora, ele dobra a aposta no bolsonarismo, filiou-se ao partido do presidente da República e está na cruzada para aumentar o número de apoiadores de
Jair Bolsonaro no Senado, uma meta do governo federal.
Meneguelli, que está na planície desde que decidiu não disputar a reeleição em Colatina, segue de perto o ex-senador, impulsionado pela popularidade nas redes sociais.
O calcanhar de Aquiles da senadora é o próprio partido. O MDB, apesar de ter um bom tempo de TV e um fundo eleitoral considerável,
está esfacelado no Espírito Santo.
Por fora, corre o coronel Ramalho (Podemos), com 9%. Voltando ao extremo da margem de erro, ele está tecnicamente empatado com Meneguelli e Rose.
Esta vai ser a estreia do ex-secretário de Segurança Pública do governo
Renato Casagrande (PSB) nas urnas. Larga com um bom percentual.
Para viabilizar a candidatura, ele também precisa do endosso de Casagrande.
Dificilmente apareceriam nas urnas Ramalho e Da Vitória concorrendo ao mesmo cargo, a não ser que o Podemos ou o Progressistas não figurem formalmente na coligação de Casagrande.
O deputado estadual
Sergio Majeski compõe a chapa do PSDB como pré-candidato a deputado federal, na federação com o Cidadania. O nome dele chegou a ser ventilado como possível candidato ao Senado.
O Ipec projetou como seria se ele tentasse o Senado: tem 6% das intenções de voto, empatando com Ramalho e Da Vitória.
Apesar do cenário indefinido, numericamente os dois nomes mais próximos ao governador aparecem em desvantagem na pesquisa Ipec.
Todos os percentuais aqui mencionados tratam do cenário estimulado, quando os nomes dos pré-candidatos são informados aos entrevistados.
78% NÃO SABEM EM QUEM VOTAR
Quando o recorte é pela intenção de voto espontânea, em que cada um fala o nome que vier à cabeça, a coisa fica ainda mais degringolada.
Magno Malta aparece com 4%, seguido pelo senador Fabiano Contarato (PT), com 2%. O parlamentar, no entanto, não é pré-candidato ao Senado, já tem assento na Casa garantido até 2026.
Da Vitória, Rose e Meneguelli foram lembrados, cada um, por 1% dos entrevistados. O ex-senador Ricardo Ferraço, outro nome do PSDB posto, com mais ênfase, para concorrer a um cargo majoritário, também tem 1%
O que mais chama a atenção nesse recorte é que 78% dos eleitores responderam que "não sabem ou preferem não opinar" sobre a eleição ao Senado.
Ou seja, quase 80% não estão empolgados com os pré-candidatos postos ou nem sabem da existência deles. É um jogo, além de embolado, aberto.