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Eleições 2022

União Brasil no ES: de indefinições até evento inspirado no presidente da França

O deputado federal Felipe Rigoni é pré-candidato ao governo do estado. Legenda, que vai resultar da fusão entre DEM e PSL tem outros desafios em terras capixabas

Publicado em 11 de Janeiro de 2022 às 02:10

Públicado em 

11 jan 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Evento aconteceu no TRT-ES
Deputado federal Felipe Rigoni, eleito pelo PSB, agora integra partido de centro-direita Crédito: Ricardo Medeiros
O União Brasil, partido que vai resultar da fusão de DEM e PSL, é projetado como a maior legenda do país, em número de deputados federais, um "superpartido". No Espírito Santo, o União, que ainda precisa ser chancelado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ganhou duas adesões de parlamentares com mandato: o deputado federal Felipe Rigoni (ex-PSB e agora formalmente filiado ao PSL) e o deputado estadual José Esmeraldo (ex-MDB, que assinou ficha de filiação ao DEM).
O DEM estadual é presidido pelo ex-senador Ricardo Ferraço (sim, ele saiu do PSDB). Já no PSL o comando é do deputado estadual Coronel Alexandre Quintino. Quando a Justiça Eleitoral efetivar a criação do União Brasil, Ricardo vai presidir o partido. Quintino vai integrar a executiva estadual, em posto ainda a ser definido.
Há muitas outras indefinições no caminho do superpartido. Rigoni é pré-candidato ao governo do Espírito Santo. No primeiro mandato na Câmara Federal, ele ainda tem que viabilizar a candidatura. O terreno é árduo.
A bancada de deputados estaduais está turbinada, mas a formação de chapa para a eleição de federais é um complicador.
A decisão sobre lançar ou não um nome ao Palácio Anchieta deve dar o tom do destino do União Brasil no estado. Rigoni contou à coluna que vai adotar uma estratégia inspirada no presidente da França, Emmanuel Macron. 
O francês lançou o movimento En marche! (Em marcha!) antes de ser eleito para liderar o país. "Ele fez por vários meses uma série de conversas com a população francesa. Vamos fazer isso, eu, minha equipe e voluntários. Vamos às ruas perguntar aos capixabas o que esperam para o próximo ciclo no Espírito Santo. Vamos juntar isso com o diagnóstico técnico e apresentar um projeto de estado", narrou Rigoni.
Para se viabilizar como candidato, o deputado tem que se tornar mais conhecido pelos eleitores e ser considerado alguém com chances de vencer. Ele diz que vai dar tempo de fazer os seminários (o Em Marche capixaba) e tudo o mais. 
Mas é uma tentativa, o próprio Rigoni admite que o projeto do grupo político dele pode ser apresentado a outro pré-candidato, até mesmo ao governador Renato Casagrande (PSB).
"Para mim, o importante é o projeto, mas estou engajado em me tornar viável", afirmou o deputado.
Além da candidatura, ou não, ao Palácio Anchieta, o União Brasil tem o objetivo de eleger deputados estaduais e federais.
A bancada na Assembleia Legislativa já conta com quatro membros: Theodorico Ferraço, Torino Marques, Quintino e Esmeraldo. 
Theodorico avalia que "mais dois ou três" deputados podem se juntar ao grupo. A bancada estadual, assim, ficaria ainda mais forte. E isso não atrapalharia a formação de chapa para a reeleição.
Já quanto à eleição para a Câmara Federal a coisa aperta. 
"A situação está de vaca não reconhecer o bezerro. Para deputado estadual está tranquilo, mas para federal todos os partidos estão com dificuldade. Um partido tem um, no máximo dois nomes bons de voto, mas e os demais?", avaliou Theodorico. 
"Um terceiro colocado (em intenção de voto) começa a pensar em outro partido. O PSB tem Givaldo Vieira e Jacqueline Moraes. E os outros, vão ficar (no partido) só para somar votos para eles? O PP tem Evair de Melo, Marcos Vicente e Da Vitória (que deve sair do Cidadania). Eles fazem dois. O DEM tem a Norma (Ayub, esposa de Theodorico) e o Rigoni que, se não for candidato ao governo, deve tentar a reeleição, mas e os outros (para formar uma chapa)", complementou o demista.
"Com o União Brasil, quantos vão sair e quantos vão entrar?", fica aí o questionamento.

NA ASSEMBLEIA

Theodorico, filiado ao DEM, declara-se independente em relação ao governo Casagrande, embora profira frases que parecem ditas por quem é de oposição – "Não sou governista, não visito o Palácio Anchieta e não pretendo visitar tão cedo" –; Torino, formalmente filiado ao PSL, faz oposição; Quintino (PSL) é aliado do governador e Esmeraldo (DEM), também.
Como uma bancada tão diversa pretende se posicionar em relação à administração estadual em pleno ano eleitoral?
"A gente vai ter que esperar a sinalização da (Executiva) nacional. Não podemos caminhar em desacordo com a nacional, esperamos uma diretriz.Se a nacional não se posicionar a Executiva estadual vai ter que se posicionar. Creio que vai ter uma votação interna. É complicado a gente falar agora, faltando quatro meses para as decisões principais", avaliou Quintino.
Entre as "decisões principais" está se o União Brasil vai ou não lançar candidatura própria ao governo do Espírito Santo. E ainda quem vai apoiar para a Presidência da República.
"Ao menos no primeiro turno, não vai ser Bolsoanaro nem Lula", adiantou Rigoni. O partido, de centro-direita, mantém conversas com Sergio Moro (Podemos).
"Vamos aguardar a consolidação do União Brasil, em fevereiro (quando o TSE deve dar o aval para fusão de DEM e PSL) Para abrir diálogo com parlamentares e para ter convergência", resumiu Ricardo Ferraço.
Ricardo esteve bem próximo de Casagrande em 2018, quando tentou, sem sucesso, a reeleição no Senado.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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