Sem espaço no Republicanos, a capitã foi para o Patriota e, ainda em 2022, disputou uma vaga na
Câmara dos Deputados e não contou com o apoio de Pazolini. Ela teve um desempenho tímido nas urnas.
Na sexta-feira (5), reta final do prazo para filiações partidárias de quem pretende se candidatar no pleito de 2024, a vice-prefeita filiou-se ao Podemos. No Espírito Santo, o partido é presidido pelo deputado federal
Gilson Daniel.
Questionado pela coluna neste sábado (6), ele afirmou que ainda não há definição sobre qual cargo Estéfane vai disputar este ano: “Estamos discutindo. Será um quadro para qualquer disputa”.
Ela se filiou ao Podemos de Vitória, mantendo, portanto, o domicílio eleitoral na Capital. Ou seja, a capitã, em tese, pode ser candidata a prefeita, a vice ou a vereadora.
“Chego ao Podemos para contribuir na promoção de políticas públicas, pensando nossas cidades de forma mais ampla e uma gestão pública moderna e eficiente. Estou muito feliz com a decisão e animada para os próximos passos, colocando o meu nome à disposição do partido”, afirmou a vice-prefeita, em nota divulgada pelo novo partido.
Hoje, o Podemos está próximo de um grupo que reúne três pré-candidatos a prefeito de Vitória: Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), Tyago Hoffmann (PSB) e Fabrício Gandini (PSD).
Todos eles são aliados do governador
Renato Casagrande (PSB). O Podemos, aliás, é um dos principais partidos da base governista.
Capitã Estéfane, principalmente, após o rompimento com Pazolini tornar-se público, aproximou-se do Palácio Anchieta. Enquanto isso, o prefeito fazia oposição a Casagrande.
A filiação dela ao Podemos confirma a trajetória casagrandista, o que já havia ficado evidente em 2022, quando ela apoiou a reeleição do governador.
Em 2020, Capitã Estéfane teve que passar à reserva da
Polícia Militar, uma espécie de aposentadoria antecipada, com vencimentos reduzidos, proporcionais ao tempo de serviço, para ingressar na empreitada eleitoral.
Foi um movimento arriscado. Se ela e Pazolini fossem derrotados, Estéfane não teria como voltar à ativa na PM. A vitória veio e, com isso, várias possibilidades no horizonte da militar.
Teria ela uma participação efetiva na gestão municipal? Comandaria alguma secretaria? Teria projeção para se fortalecer politicamente?
Mas as coisas não melhoraram, na prática.