Veja quem é o maior beneficiado com a retirada de Ramalho da corrida pelo Senado no ES
Eleições 2022
Veja quem é o maior beneficiado com a retirada de Ramalho da corrida pelo Senado no ES
Podemos decidiu não lançar candidatura avulsa depois que bloco casagrandista escolheu apoiar a senadora Rose de Freitas (MDB)
Publicado em 03 de Agosto de 2022 às 20:36
Públicado em
03 ago 2022 às 20:36
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
O deputado estadual Marcelo Santos, que defendia a candidatura avulsa ao Senado, e Coronel Ramalho durante convenção do Podemos, na última sexta-feira (29), na Câmara de Vila VelhaCrédito: Letícia Gonçalves
Apesar de ter se lançado como pré-candidato e até contar com um bordão – "Pra cima deles" – e adesivos colados em veículos, o coronel Alexandre Ramalho (Podemos) nunca foi um nome dado como certo na corrida pelo Senado.
Isso porque o partido dele integra a base aliada ao governador Renato Casagrande (PSB), que já tinha ao menos outros dois postulantes à vaga de candidato a senador, o deputado federal Da Vitória (PP) e a senadora Rose de Freitas (MDB).
Por um tempo, até o pastor Nelson Junior (Avante) fez parte do grupo que queria a bênção do socialista para disputar.
No fim das contas, foi Rose quem se consolidou. É a candidata da chapa do governador. Para outro casagrandista ser lançado ao Senado, só se for de forma avulsa, com um partido solitário, sem coligação.
Com a bandeira da segurança pública e o uso de termos como "acabar com a bandidagem", o militar da reserva da PM tinha potencial para tirar votos de outro bolsonarista, Magno Malta (PL), que quer voltar ao Senado.
O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, que substituiu Meneguelli na disputa, também deve estar comemorando a concretização da saída de Ramalho da disputa. Erick almeja os votos dos eleitores conservadores, mesmo filão de Magno e do ex-pré-candidato do Podemos.
Magno Malta discursa durante convenção estadual do PL, no último sábado (30)Crédito: Thiago Coutinho
Uma opção, que cabe a Ramalho aceitar ou não, é disputar uma cadeira de deputado federal. Isso ajudaria a eleger nomes do Podemos à Câmara, entre eles o presidente estadual da legenda, Gilson Daniel.
Gilson, no entanto, garante que, mesmo sem o coronel, o partido consegue eleger dois deputados federais.
Ramalho não tem como, a esta altura do campeonato, trocar de partido para disputar qualquer cargo em 2022. O prazo de filiações terminou no início de abril.
Outro ponto importante é que, sem entrar na briga pelo Senado, o Podemos fica com mais recursos para investir na eleição de parlamentares.
A prioridade dos partidos, em geral, é eleger deputados federais. É com base no número de cadeiras na Câmara que é calculado, por exemplo, o valor do Fundo Partidário, um recurso público, que cada sigla recebe.
A COLIGAÇÃO
Para o governador Renato Casagrande, por outro lado, em termos práticos, não faz muita diferença o Podemos integrar ou não a coligação dele.
O tempo de propaganda de TV do partido é pequeno. Apenas as seis maiores siglas participantes da aliança entram na conta.
Gilson Daniel e aliados, de qualquer forma, pediriam votos para ajudar na reeleição do governador.
O presidente estadual do Podemos também foi secretário da atual gestão. Deixou a pasta de Planejamento em abril por imposição da legislação eleitoral.
A convenção estadual da legenda delegou, na última sexta-feira (29), à Executiva estadual a decisão sobre coligar ou não. Como não vai lançar a candidatura avulsa, a parceria oficial com o PSB vai ser selada.
Os candidatos ao Senado no ES
- Antonio Bungenstab (PRTB)
- Erick Musso (Republicanos)
- Filipe Skiter (PSTU)
- Gilberto Campos (Psol)
- Idalécio Carone (Agir) - Ainda não foi confirmado em convenção
- Magno Malta (PL)
- Nelson Junior (Avante) - Ainda não foi confirmado em convenção
- Rose de Freitas (MDB)
Letícia Gonçalves
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.