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"Casca de bala"

Veja quem é o principal aliado do partido de Bolsonaro no ES em 2024

PL participa de 25 coligações para eleger prefeitos em cidades capixabas. Uma sigla está presente na maioria dessas coalizões

Publicado em 16 de Agosto de 2024 às 09:34

Públicado em 

16 ago 2024 às 09:34
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Testes das urnas eletrônicas
Urna eletrônica a ser utilizada no pleito municipal de 2024 Crédito: Fernando Madeira
O PL, partido do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, lançou 50 candidatos a prefeito no Espírito Santo em 2024. Desses, 29 estão isolados (sem coligação), contam apenas com o próprio PL, e 21 têm parcerias com outras siglas. Em quatro cidades, a legenda integra coalizões em apoio a candidatos que não são do Partido Liberal.
Ao todo, o PL participa de 25 coligações em municípios capixabas e, em 14 delas, o PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) está junto. Aliás, em nove casos, é o único a ficar ao lado da sigla.
Como a coluna mostrou, o senador Magno Malta, presidente estadual do PL, proibiu o partido de se coligar com quase todo mundo. Em 40% das coligações registradas na Justiça Eleitoral, entretanto, a regra foi ignorada e o Partido Liberal subiu em palanques com agremiações vetadas, como PP, Republicanos, União Brasil, Podemos, PRD, PDT...
Mas o "casca de bala" mesmo é o PRTB.
Criado nos anos 1990, o PRTB é um partido nanico, não tem representantes na Câmara dos Deputados nem no Senado e nunca teve muita expressão no cenário nacional.
Entre os políticos filiados à sigla que ganharam algum destaque está o fundador da legenda, Levy Fidelix, famoso pelo projeto do Aerotrem, que seria um trem-bala para ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Levy Fidelix morreu em 2021.
Em 2018, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro atingiu o auge ao emplacar Hamilton Mourão como vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República.
Assim, passou a ter o número dois do Palácio do Planalto, a partir de 2019, quando a dupla foi empossada. Em 2022, Mourão foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul, mas filiado ao Republicanos.
Curiosamente, lá, PL e PRTB não são parceiros. O partido de Bolsonaro está coligado com o MDB do prefeito Ricardo Nunes e tem até o vice na chapa, o coronel Mello Araújo.
O ex-presidente da República apoia Nunes. O fato de o MDB fazer parte do governo Lula (PT), seu principal adversário, não foi um impedimento.
No Espírito Santo, é graças ao PRTB que o PL não está ainda mais isolado.
As nove cidades em que um candidato a prefeito do Partido Liberal conseguiu atrair apenas esse aliado são: Cachoeiro de Itapemirim; Cariacica; Vargem Alta; Santa Maria de Jetibá; Aracruz; Colatina; Anchieta; Nova Venécia; Vila Velha e Linhares.
Mas, devido à falta de musculatura política, como o fato de não ter nem um representante no Congresso Nacional, o PRTB não agrega muito, na prática.
Não soma tempo de rádio e TV no horário eleitoral e não tem uma fatia relevante do Fundo Eleitoral para aportar recursos na campanha. 
Aliás, o PRTB vai receber R$ 3,4 milhões do fundo, abastecido pelos cofres públicos, para as candidaturas do partido em todo o país. É o valor padrão padrão, em 2024, para cada uma das nove legendas que não têm deputado federal nem senador.
Ok, são milhões, é um dinheirão, mas a cifra é módica se comparada aos R$ 887 milhões que vão ser destinados ao PL.
EM VITÓRIA, SEPARADOS
Uma notória exceção à parceria é o fato de que PL e PRTB não estão coligados na capital do Espírito Santo.
Em Vitória, o Partido Liberal registrou a candidatura do deputado estadual Capitão Assumção à prefeitura. A coligação dele conta, além do PL, com os nanicos Agir e Mobiliza, que, assim como o PRTB, também não têm nada a acrescentar em termos de tempo de exibição no horário eleitoral ou recursos para a campanha.
Já o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro está no palanque do empresário Du da Kawasaki (Avante). O vice na chapa, Coronel Wagner, aliás, é do PRTB.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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