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2024-2025

Veja quem vai ser eleito presidente do TJES e quem deve comandar o TRE em ano eleitoral

Desembargadores vão definir, nesta quinta-feira (5), os integrantes das Mesas Diretoras dos dois tribunais. A sessão é aberta, mas, antes, vai ser realizada uma reunião a portas fechadas

Publicado em 05 de Outubro de 2023 às 11:47

Públicado em 

05 out 2023 às 11:47
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

TJES
Tribunal de Justiça do Espírito Santo elege quem vai comandar a Corte pelos próximos dois anos Crédito: Carlos Alberto Silva
As eleições da Mesa Diretora do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) vão ser realizadas na tarde desta quinta-feira (5). Quem vota são os desembargadores do TJ, em sessão aberta ao público. 
Como, via de regra, quem ocupa a presidência é o desembargador mais antigo que ainda não exerceu a função, o rito não guarda surpresas. 
Assim, o desembargador Samuel Meira Brasil Jr. vai comandar o Tribunal de Justiça do Espírito Santo no biênio 2024-2025. A posse deve ocorrer em dezembro de 2023.
Meira Brasil vai suceder o desembargador Fábio Clem de Oliveira.
A eleição está marcada para 14h. Mas, antes, às 13h30, os magistrados vão se reunir, reservadamente, na sala da presidência. Ao todo, o TJES é composto por 30 membros.
A Mesa, além do presidente, tem o vice, o corregedor-geral e o vice-corregedor-geral. Todas essas cadeiras passam pelo critério de antiguidade, ou seja, quem é desembargador há mais tempo.
Mas há um porém. De acordo com o Código de Organização Judiciária do Estado do Espírito Santo (Lei Complementar nº 234/2022), "quem tiver exercido quaisquer cargos de direção por um total de 04 (quatro) anos, ou o de Presidente, não figurará mais entre os elegíveis".
Isso quer dizer que, por exemplo, se o eleito vice-presidente nesta quinta já tiver ocupado outro cargo na Mesa Diretora, vai ficar impedido de assumir a presidência da Corte quando for a vez dele. Por isso, há uma certa incógnita quanto ao nome a ser alçado ao posto.
Já a Corregedoria-Geral da Justiça vai ficar sob a batuta de Willian Silva. 
O desembargador, muitas vezes, destoa dos relatores e até da maioria dos colegas ao votar reclamações ou processos disciplinares contra juízes. É garantista e propõe penas mais brandas, quando não a absolvição dos acusados.
A atuação dele na Corregedoria, por isso, desperta certa curiosidade.
SAMUEL MEIRA BRASIL JR.
Juiz de carreira, Samuel Meira Brasil Jr. foi promovido a desembargador, pelo critério de merecimento, em 2007. Foi corregedor-geral do TJES em 2018 e 2019 e presidente do TRE-ES em 2020 e 2021. 
Ele tem doutorado em Direito e mestrado em Ciência da Computação. 
O futuro presidente do TJES já concorreu, duas vezes, a uma vaga de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Quando foi corregedor-geral, propôs diversos PADs (Processos Administrativos Disciplinares) contra juízes e votou por penas mais graves entre as possíveis de serem aplicadas, de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura.
Não deve haver, entretanto, conflito entre ele e Willian Silva, o futuro corregedor-geral, uma vez que os dois órgãos, a presidência do TJES e a Corregedoria, são independentes, funcionam até em prédios separados. 
O TRIBUNAL ELEITORAL
Ano que vem tem eleição municipal e quem deve comandar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) neste período é o desembargador Carlos Simões Fonseca. A eleição dele, nesta quinta-feira, é previsível devido à ordem de antiguidade.
O mandato no TRE-ES também é de dois anos. Logo, Fonseca deve presidir a Corte em 2024 e 2025. Lá, o vice-presidente também ocupa o cargo de corregedor. E, para essas funções, deve ser eleito o desembargador Dair José Bregunce de Oliveira.
Um senão que paira no ar é a idade de Carlos Simões Fonseca. Nascido em 9 de julho de 1950, ele completa 75 anos em 2025. Isso torna a aposentadoria obrigatória, o que quer dizer que ele não poderia completar o mandato na Corte eleitoral.
Mas, na avaliação de fontes consultadas pela coluna, não há um impeditivo. Em julho de 2025, o vice-presidente, possivelmente Oliveira, assumiria a presidência do TRE até o final do ano e vida que segue.
Carlos Simões Fonseca foi oficial da Polícia Militar e promotor de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo, até ingressar na magistratura, como juiz de primeiro grau. Em 2009, foi promovido a desembargador por merecimento.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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