Vice-prefeita eleita de Vitória já parece ser a vice, na prática
Pós-eleições 2024
Vice-prefeita eleita de Vitória já parece ser a vice, na prática
Empresária Cris Samorini (PP) participa de eventos públicos ao lado do prefeito reeleito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e coordena equipe de transição.
Publicado em 08 de Novembro de 2024 às 00:20
Públicado em
08 nov 2024 às 00:20
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Cris Samorini e Lorenzo Pazolini em agosto de 2024, quando ela foi apresentada como vice na chapa do então candidato à reeleiçãoCrédito: Divulgação
A empresária Cris Samorini (PP) vai ser, oficialmente, vice-prefeita de Vitória a partir de janeiro de 2025, após tomar posse no cargo para o qual foi eleita em outubro. Oficialmente. Na prática, ela já parece ser a número dois da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos), ao menos em eventos públicos.
A Capitã continua de escanteio, enquanto Cris Samorini ganha destaque. No último dia 31, por exemplo, ela estava à cabeceira da mesa, ao lado do prefeito, durante o anúncio do aumento do valor do repasse feito aos intérpretes de escola de samba — de R$ 3,5 mil para R$ 10, 7 mil.
"Vocês terão todo o meu apoio", afirmou Cris aos representantes das escolas de samba.
Um dia antes, visitou a Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória (CDTIV).
Em 26 de outubro, a vice-prefeita eleita participou, também com Pazolini, da assinatura da ordem de serviço para a reforma de uma praça em Jardim da Penha.
Sim. A transição entre a atual gestão municipal e a próxima, que começa em janeiro e também vai ser comandada por Pazolini.
Marcos Delmaestro, Da Vitória, Lorenzo Pazolini, Cris Samorini, Erick Musso e Evair de Melo no dia do anúncio da vice-prefeita eleita como coordenadora da equipe de transição (os demais não fazem parte da equipe)Crédito: Reprodução
Tudo isso confere, desde já, visibilidade a Cris.
Estéfane foi transformada em uma vice nem sequer decorativa, já que não é convidada para participar ativamente dos eventos promovidos pela prefeitura.
Cris, ao contrário, tem sido promovida pelo prefeito antes mesmo da posse.
Estéfane estreou na política partidária em 2020, ao firmar parceria com Pazolini, então filiada ao Republicanos.
Ela ajudou a complementar a chapa. O candidato a prefeito era deputado estadual havia dois anos, delegado da Polícia Civil, um homem branco. A capitã é da região de São Pedro, uma mulher negra, com potencial para atrair eleitores diferentes dos que Pazolini já tinha.
Cris também foi um complemento interessante, em 2024, mas de outra forma.
Ex-presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), ela auxilia o prefeito a estreitar laços com o empresariado.
E pode desempenhar outro papel num futuro próximo.
Em 2026, Pazolini pode disputar o governo do Espírito Santo — possibilidade que ele não descarta — e, se isso ocorrer, o prefeito vai ter que renunciar ao mandato.
A vice-prefeita, assim, comandaria a Prefeitura de Vitória até 31 de dezembro de 2028.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.