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Nova gestão

Weverson nomeia parentes de Vidigal em cargos na Prefeitura da Serra

Pedetista, eleito com o apoio do ex-prefeito, tomou posse como chefe do Executivo municipal no último dia 1°

Publicado em 06 de Janeiro de 2025 às 19:35

Públicado em 

06 jan 2025 às 19:35
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Weverson Meireles e Sérgio Vidigal na convenção do PDT da Serra
Weverson Meireles e Sérgio Vidigal na convenção do PDT da Serra, em agosto Crédito: Samuel Chahoud/Divulgação
No sexto dia como prefeito da Serra, Weverson Meireles (PDT) nomeou em cargos comissionados dois familiares do ex-prefeito e também pedetista Sérgio Vidigal. É o que registra o diário oficial do município desta segunda-feira (6).
Maria Emília Alves Vidigal, irmã do ex-prefeito, vai exercer a função de assistente técnico —CC-5, na Secretaria Municipal de Gestão e Planejamento (Segeplan).
Já Luís Roberto Mota Vidigal, sobrinho de Sérgio Vidigal, foi nomeado coordenador de Administração Predial — CC-4, na mesma pasta. 
O ex-chefe do Executivo municipal foi o principal apoiador de Weverson nas eleições de 2024. O atual prefeito da Serra é pupilo do antecessor e exerce o primeiro mandato eletivo.
Durante a campanha eleitoral, e logo após o resultado do segundo turno do pleito, Weverson Meireles afirmou que Vidigal seria uma espécie de conselheiro informal da gestão, de forma pontual.
Vidigal chegou a ser condenado em uma Ação Civil Pública, por improbidade administrativa, por ter nomeado a mesma irmã, Maria Emília, em cargo na Prefeitura da Serra, nos três primeiros mandatos dele, de 1997 a 2004 e de 2009 a 2012. Ela foi designada como assessora especial, uma função comissionada, mas é também servidora efetiva do município, aprovada em concurso.
A condenação de Vidigal, por nepotismo, foi proferida pela Justiça de primeiro grau e confirmada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Mas, no final de 2023, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a decisão e determinou que o TJES analise novamente o caso, os argumentos e provas da defesa do agora ex-prefeito.
Durante o quarto mandato (2021-2024), Vidigal não abrigou Maria Emília em nenhum cargo comissionado. Luís Roberto, de acordo com o diário oficial municipal, também não ocupava, até então, nenhuma função na Prefeitura da Serra.
O Portal da Transparência do governo estadual mostra que, de janeiro de 2021 a setembro de 2024, o sobrinho do ex-prefeito foi assessor técnico, também um cargo comissionado, no governo Renato Casagrande (PSB). Ele estava lotado no Diário Oficial do estado.
PREFEITURA DA SERRA DIZ QUE NOMEADOS TÊM CAPACIDADE TÉCNICA
Em nota enviada à coluna na noite desta segunda-feira, a Prefeitura da Serra informou que Maria Emília Alves Vidigal, como servidora efetiva, estava cedida para trabalhar na Assembleia Legislativa e  "retorna agora às suas atividades no município". O retorno, entretanto, não necessariamente deveria ser em um cargo comissionado.
Sobre Luís Roberto Mota Vidigal, a prefeitura ressaltou que ele é "apto para exercer as funções do cargo. E possui experiência no serviço público estadual".

A nota da Prefeitura da Serra, na íntegra

A Prefeitura da Serra esclarece que após a exoneração dos servidores comissionados no dia 30/12/24, estão sendo feitas readmissões e substituições de acordo com a necessidade do município e capacidade técnica de cada servidor. Lembramos que a nomeação desses cargos, de acordo com a lei n 2360/ 2001, é de livre escolha do gestor. 

 A nomeada em questão é servidora efetiva concursada da Prefeitura Municipal da Serra, desde 1992, e estava cedida para a Assembleia Legislativa e retorna agora às suas atividades no município. 

 Quanto ao outro servidor nomeado informamos que ele é apto para exercer as funções do cargo. E possui experiência no serviço público estadual.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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