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Eleições 2024

Weverson X Muribeca: o embate ideológico e religioso na Serra

Os dois disputam o segundo turno pautados por assuntos que não foram tão relevantes na primeira etapa do pleito

Publicado em 17 de Outubro de 2024 às 08:14

Públicado em 

17 out 2024 às 08:14
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Weverson Meireles e Pablo Muribeca foram os mais votados no primeiro turno das eleições 2024 na Serra.
Weverson Meireles e Pablo Muribeca foram os mais votados no primeiro turno das eleições 2024 na Serra Crédito: Fernando Madeira/Ricardo Medeiros
O segundo turno da disputa pela Prefeitura da Serra ganhou contornos diferentes dos que vimos na primeira etapa do pleito. Há um forte embate ideológico e religioso, algo que, até então, tinha menos importância na corrida.
Weverson Meireles (PDT) e Pablo Muribeca (Republicanos) agora travam uma espécie de guerra santa pelo apoio de pastores evangélicos.
O PL do ex-presidente Jair Bolsonaro ficou oficialmente neutro na corrida, mas, na prática, até o presidente estadual da legenda, Magno Malta, orientou voto em Muribeca. O PT do presidente Lula, por sua vez, ficou do lado de Weverson e foi, de forma constrangedora, rechaçado publicamente pelo PDT. 
O ex-prefeito Audifax Barcelos (PP), cujos eleitores vão ser os fiéis da balança, decidiu não apoiar nem Weverson nem Muribeca. O PP de Audifax também declarou neutralidade e os filiados à sigla se dividem entre os dois palanques.
No primeiro turno, PL e PT tinham os próprios candidatos a prefeito da Serra, Igor Elson e Roberto Carlos, respectivamente. 
Os dois cumpriam o papel de personagens ideológicos, deixando os demais livres para debater temas mais afeitos ao dia a dia da cidade.
O PDT faz parte do governo Lula e, no país, as duas siglas tradicionalmente caminham juntas. Na Serra, entretanto, desde 2012, os dois partidos não têm ficado no mesmo palanque. 
O fato de o PT ter candidato próprio era bom para Weverson. Impedia uma eventual associação entre petistas e pedetistas e, assim, não contaminava o candidato do PDT com o sentimento antipetista. 
Esse risco surgiu quando Roberto Carlos e o PT decidiram orientar voto em Weverson. O lado adversário não pensou duas vezes antes de explorar o fato. E, como resposta, o PDT veio a público repudiar o Partido dos Trabalhadores.
Paralelamente, os partidários de Muribeca também passaram a compartilhar trecho do programa de Weverson em que há uma breve menção à sigla "LGBT+", apostando na homofobia de eleitores conservadores.
O pedetista contra-atacou exibindo o endosso da cantora gospel e ex-deputada federal Lauriete.
E a partir daí veio a "guerra santa" da qual já tratei na coluna. Integrantes da Convenção das Assembleias de Deus no Estado do Espírito Santo (Cadeeso) dividiram-se sobre manter o apoio a Weverson.
O principal detrator do programa de governo pedetista foi o pastor Rafael Ferreira, presidente da Comissão de Assuntos Políticos da Cadeeso. Na última terça-feira (15), porém, ele assinou uma nota em que reforçou o apoio a Weverson.
Antes, o candidato do PDT chegou a assinar uma carta em que se compromete a não apoiar "qualquer pauta que contrarie a palavra de Deus".
Weverson e seu principal aliado, o atual prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT), que é evangélico, reuniram-se com diversos pastores para conter os ataques ideológico-religiosos.
Muribeca, depois, também se reuniu e postou foto com pastores. A vice dele, aliás, Magda Borges, é pastora evangélica.
BOM PARA QUEM?
Weverson saiu na frente do candidato do Republicanos no primeiro turno. Passou à segunda etapa do pleito com 35 mil votos a mais que o adversário.
Mesmo sem o apoio de Audifax, o natural é que boa parte dos eleitores que escolheram o ex-prefeito no primeiro turno optem pelo pedetista no próximo dia 27.
Então, para ele, seria melhor que as coisas continuassem exatamente como estavam.
O componente ideológico e religioso beneficia Muribeca, até porque o republicano tem menos a perder.
Agora, se isso vai ser capaz de provocar uma guinada eleitoral na Serra, temos que aguardar para ver.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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