Volto ao tema mobilidade por ser este um dos problemas que mais afligem os moradores da Região Metropolitana capixaba. Principalmente os que precisam se deslocar diariamente para a Capital, Vitória.
Nesse período de pandemia, com a diminuição dos deslocamentos devido às medidas de isolamento social e fechamento do comércio, houve uma melhoria da mobilidade; porém transitória. Passado esse período, o problema do tráfego voltará a se agravar.
Todavia, com o rápido avanço da tecnologia, pode-se perceber um conjunto de novos fatores que sinalizam uma melhoria da mobilidade na Grande Vitória. São fatores que decorrem do rápido processo de mudança de hábitos da sociedade, de novos meios de locomoção e também de importantes melhorias no sistema viário.
O vertiginoso crescimento das compras de bens duráveis através do e-commerce, como também de toda sorte das compras locais de bens e serviços pelo sistema de delivery, incrementadas pela pandemia, são novos hábitos rapidamente assimilados pela sociedade, e que vem reduzindo os deslocamentos, em benefício do trânsito e da mobilidade.
Com relação ao excesso de carros, o grande vilão da mobilidade , as pesquisas mostram que diante do crescimento da multimobilidade, nos próximos dez anos haverá uma considerável redução do uso desse modal.
Várias são as razões que concorrem para essa redução: o fato de o carro estar deixando de ser o principal objeto de desejo das novas gerações (houve redução da emissão da CNH para jovens); a crescente utilização da bicicleta e de variados tipos de veículos elétricos leves de uso individual (patinetes, bikes, scooters, etc.); o compartilhamento na utilização veículos; e políticas urbanas de melhorias do transporte público – mudanças que já estão contribuindo para a melhoria da mobilidade.
Além disso, teremos também importantes obras viárias, já confirmadas pelo governo do Estado, como a inclusão de mais duas faixas de tráfego e de uma ciclovia na Terceira Ponte, o “mergulhão” de Carapina, a melhoria do acesso sul de Vitória com o redesenho viário do novo Portal do Príncipe, a ligação direta da Reta da Penha com a Terceira Ponte e novas ciclovias na Região Metropolitana.
Por fim, teremos a volta do aquaviário, importante opção de deslocamento metropolitano que será integrado ao sistema Transcol e irá operar inicialmente com quatro terminais: Prainha, em Vila Velha; Praça do Papa, Centro de Vitória e Porto de Santana.
Que essas importantes obras sejam realizadas conforme sua programação.