Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Gestão

Petrobras: crise do petróleo evidencia a necessidade de privatização

Reconquista do resultado operacional está longe de resolver o principal problema dessa grande empresa: ser estatal

Publicado em 25 de Julho de 2022 às 02:00

Públicado em 

25 jul 2022 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

luizcarlos@metronengenharia.com.br

Sem entrar no mérito das causas que levaram os preços do petróleo e seus derivados a atingir patamares jamais vistos, mas considerando os estragos que isso significa na economia do país e no orçamento das famílias brasileiras, volto – agora com mais ênfase – a defender a privatização da Petrobras.
Em dois artigos anteriores – Privatizar ou estagnar (06/01/2015) e Privatização da Petrobras é benéfica para o país e para a economia popular (15/03/2021) –, entre as principais razões que justifiquei a privatização dessa estatal, apontei o loteamento político de cargos que incharam seus quadros funcionais e o gigantesco esquema de fraudes que redundou no maior caso de corrupção do mundo moderno.
Como consequência, vimos uma companhia que perdeu eficiência operacional, teve que arcar com grandes perdas que implicaram em aumento do preço dos combustíveis e suas consequências no orçamento das famílias brasileiras.
É verdade que no atual governo a empresa foi saneada e economicamente recuperada, passando a operar com produtividade e a gerar grandes lucros.
Mas essa recuperação e a geração de bons lucros seriam razões suficientes para manter a Petrobras como empresa estatal? Claro que não. Essa reviravolta na gestão da companhia serviu basicamente para restabelecer a lucratividade do negócio petróleo – sabidamente um dos mais rentáveis do mundo.
No entanto, pelo fato de a União Federal ser a controladora da companhia (detém a maior parte das ações com direito a voto e conta com prerrogativas para indicar os principais dirigentes), essa reconquista do resultado operacional está longe de resolver o principal problema dessa grande empresa: ser estatal.
E ser estatal significa falta de estabilidade nas políticas de administração da companhia, o que prejudica consideravelmente sua eficiência e o seu regular funcionamento. Haja vista as sucessivas trocas de presidentes e dirigentes em tão pouco tempo, o que implicou numa expressiva perda do valor de mercado da maior empresa brasileira.
Conforme está comprovado, os bons resultados das privatizações e concessões realizadas no passado – telefônicas, Vale, CST, aeroportos, rodovias e muitas outras – não deixam dúvida de que a privatização da Petrobras é o caminho certo.
Ao transferir para o setor empresarial a gestão de negócios típicos da iniciativa privada, e se dedicar com maior afinco ao enfrentamento dos desafios da educação, da saúde e da segurança, o Brasil estará no rumo do seu desenvolvimento econômico e social.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Uso reduzido do chatGPT nas empresas
IA e revisão de textos: apoio ou risco ético-estético?
Termos "six seven" e "farmar aura" se popularizaram nas redes sociais
‘Six seven’ e ‘farmar aura’: a nova onda de memes que ninguém explica
Feirão de Seminovos terá 19 lojistas e 2 mil veículos regularizados
Feirão de Seminovos vai ter mais de 2 mil veículos no Pavilhão de Carapina de quinta (23) a domingo (26)

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados