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Segurança e mobilidade

Policiamento eficiente é estímulo para pedestres e ciclistas

O cidadão continua resistindo a opção de andar a pé e a intensificar o uso da bicicleta (até para se deslocar a locais próximos de casa), justo por se sentir inseguro. À noite, então, nem pensar!

Publicado em 17 de Outubro de 2022 às 00:15

Públicado em 

17 out 2022 às 00:15
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

luizcarlos@metronengenharia.com.br

Poste no meio da ciclovia na Ilha do Príncipe, em Vitória
Poste no meio da ciclovia na Ilha do Príncipe, em Vitória Crédito: Fernando Madeira
O deslocamento de pessoas a pé ou de bicicleta – mobilidade ativa –, pela sua importante contribuição em prol da melhoria da vida urbana, como também pelos seus indiscutíveis benefícios à saúde, é uma forma de mobilidade defendida, compreendida e aceita por boa parte da sociedade.
Quando constatamos que poucas são as cidades brasileiras com população acima de cem mil habitantes que não se ressentem da dificuldade no deslocamento de pessoas e produtos, do desperdício de tempo e do estresse em consequência do problema do trânsito, fica evidente que a mobilidade ativa merece atenção especial. Principalmente, quando consideramos os fatores custo e meio ambiente.
A despeito dos bons exemplos disponíveis em cidades europeias, onde há décadas pedestres e ciclistas receberam atenção especial por parte dos planejadores urbanos – construção de ciclovias, calçadas mais largas e ruas de pedestres –, só mais recentemente os gestores das cidades brasileiras passaram a investir com mais ênfase na mobilidade ativa.
Todavia, o desafio é grande. Além das medidas a cargo dos gestores urbanos – envolvendo intervenções nos sistemas viários e outras medidas de ordem técnica –, há ainda o desafio da mudança cultural com relação à diminuição do uso do carro, o grande vilão da mobilidade nas regiões metropolitanas.
É certo que conseguimos consideráveis avanços: tanto no processo de conscientização da importância dessa mudança cultural, como no aumento da malha cicloviária e um consequente maior uso da bicicleta e de veículos individuais similares.
Mas há ainda um relevante fator que se contrapõe ao avanço dessas mudanças: a insegurança urbana. O cidadão continua resistindo a opção de andar a pé e a intensificar o uso da bicicleta (até para se deslocar a locais próximos de casa), justo por se sentir inseguro. À noite, então, nem pensar!
Com efeito, para que o cidadão se sinta mais seguro, que use mais as pernas para se deslocar – seja a pé ou de bicicleta – a melhoria do policiamento urbano se mostra essencial.
Na nossa Capital, embora seja notório o aumento da frota de viaturas policiais, faz-se também necessário um plano de ações estratégicas anticrime que possam ser percebidos pela criminalidade.
Sei que coibir o crime em nosso país constitui um gigantesco desafio, uma vez que nossa legislação é muito benevolente.
Espero, neste clima de insegurança em que vivemos, que as nossas autoridades, independentemente de ideologias políticas, atuem harmonicamente em benefício da segurança do cidadão.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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