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Trânsito

Terceira Ponte: seis faixas vão exigir obras viárias nos acessos

É oportuno frisar que o aumento do fluxo de tráfego na ponte, em cerca de 40%, só se converterá em resultados concretos para a mobilidade se as vias de acesso forem compatibilizadas com esse incremento

Publicado em 16 de Agosto de 2021 às 02:00

Públicado em 

16 ago 2021 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

luizcarlos@metronengenharia.com.br

A mais importante ligação viária da região metropolitana da Grande Vitória, enfim, teve iniciadas as obras para implantação de seis faixas de tráfego. Vejo com satisfação a adoção da solução viária que tanto defendi; foram oito anos procurando provar que a grande largura da ponte comportaria seis faixas (artigos, entrevistas e estudo levado às autoridades).
Terceira Ponte – razão do vertiginoso crescimento de Vila Velha – se tornou uma via urbana. Enquadrá-la com tal vai proporcionar um tráfego mais calmo e seguro.
Todavia, é oportuno frisar que o aumento do fluxo de tráfego na ponte – em cerca de 40% – só se converterá em resultados concretos para a mobilidade se as vias de acesso forem compatibilizadas com esse aumento.
Portanto, é chegada a hora dos projetos para adequação das vias de acesso ao aumento da capacidade de tráfego que a ponte irá comportar – sem o que as obras de implantação de mais duas faixas serão em vão.
No lado de Vila Velha, onde são dois acessos (pela Rodovia do Sol e pela Praia da Costa), mesmo sem possibilidade de mudanças substanciais, serão necessárias algumas intervenções visando maior fluidez do tráfego nesses acessos.
No lado da Capital, onde são várias as vias de acesso e já existem gargalos com o atual fluxo de veículos, será necessária a realização de importantes intervenções viárias para a compatibilização do aumento do tráfego com a nova capacidade da ponte.
A ligação direta da Reta da Penha com a ponte é uma das medidas essenciais. Propus aos gestores do tráfego – para eliminação do gargalo existente na Praça Cristóvão Jaques – uma pequena elevação dessa via (apenas 1 m) e a interligação dos dois lados da praça através de uma passagem de pedestres abaixo dessa elevação (também 1 m). Assim, além de uma interligação acessível, humanizada e com total segurança para crianças, cadeirantes, etc., seriam evitados semáforos (foi a boa solução adotada na Praça Philomeno Pereira Batista, em Muquiçaba, Guarapari).
A rótula no cruzamento da Reta da Penha com a Av. Rio Branco (com engarrafamentos diários) e os vários semáforos de três tempos nessa avenida são represamentos de tráfego que também precisam ser solucionados.
Na Enseada do Suá, onde já há um estudo da associação de moradores para melhorias viárias, também haverá necessidade de intervenções.
São obras que estão sujeitas aos demorados ritos processuais na máquina pública, precisam ser muito bem planejadas, licitadas e concluídas com as obras da ponte.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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