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Espaços urbanos

Valorização do Centro de Vitória requer um plano de revitalização

Sugiro a instituição de um Plano Diretor de Revitalização (PDR ou outra denominação nessa linha), exclusivo para tratar desse importante desafio urbanístico

Publicado em 13 de Setembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

13 set 2021 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

luizcarlos@metronengenharia.com.br

Prefeitura ordena retirada de faixas 'Fora, Bolsonaro' de fachada do antigo hotel Imperial, localizado na rua Sete de Setembro, Centro de Vitória.
Prédio do antigo hotel Imperial, localizado na Rua Sete de Setembro, Centro de Vitória. Crédito: Rodrigo Gavini
Em artigos anteriores atribuí a Vitória o privilégio de ser uma das mais belas capitais do Brasil, como também uma das melhores em qualidade de vida – considerada pela ONU a segunda melhor cidade para se viver no Brasil.
Fundada em 1551, é a terceira mais antiga dentre as capitais dos Estados brasileiros (só atrás de Recife e Salvador) e uma das cidades do país com grande potencial turístico, mas muito pouco explorado. Uma pena!
Ao dar um mergulho nas minhas recordações da Vitória de seis décadas atrás e rememorar o antigo Centro da cidade que vivenciei naqueles anos – tão bonito e bem cuidado – e vê-lo hoje degradado e com seu importante patrimônio histórico tão menosprezado, não reluto em defender a necessidade de um plano de revitalização daquele espaço urbano. Afinal, o antigo Centro da cidade foi durante mais de quatro séculos a região que concentrou todas as atividades institucionais, econômicas e sociais da Capital.
A expansão urbana da nossa ilha para a parte continental do município, ao exigir dos administradores municipais uma atenção especial visando o adequado controle urbanístico na formação dos novos bairros, por certo, contribuiu para a redução dos cuidados com a preservação e a valorização urbanística do centro histórico da Capital.
Todavia, muito embora o atual estado de degradação seja acentuado, é perfeitamente possível reverter esse quadro. O Centro da Capital pode muito bem ser recuperado e se tornar atrativo e valorizado.
Sei que isso não nada fácil. Mas é um desafio que precisa ser enfrentado com planejamento e determinação.
Nesse sentido, como se trata de uma missão que requer decisões de cunho político envolvendo vários órgãos oficiais, sugiro a instituição de um Plano Diretor de Revitalização (PDR ou outra denominação nessa linha), exclusivo para tratar desse importante desafio urbanístico.
Sugiro também, para o acompanhamento desse plano, a criação de um Conselho com poucos participantes (Secretaria de Desenvolvimento da Cidade - SEDEC, Câmara Municipal, IAB-ES, Instituto Jones dos Santos Neves, associações de moradores e de comerciantes do Centro, e mais uma ou duas representações).
Penso, ainda, que havendo uma decisão nesse sentido e sendo iniciado esse trabalho, assim que os avanços forem mostrados à sociedade, o processo de revitalização deverá assumir um círculo virtuoso, tornando bem mais fácil a concretização desse objetivo.
A recuperação do Centro é tão importante que merecerá registro na história da Capital. Voltarei ao tema.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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