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Pacto urbano

Grande Vitória precisa respirar: menos cimento e mais árvores

Ilhas de calor cada vez mais intensas, alagamentos recorrentes e perda de áreas verdes na região mostram que o modelo atual precisa ser repensado e com urgência

Públicado em 

30 mar 2026 às 05:01
Marco Bravo

Colunista

Marco Bravo

perito.marcobravo@gmail.com

A Grande Vitória vive um paradoxo urbano: cresce, se moderniza, mas ao mesmo tempo perde qualidade ambiental. Ilhas de calor cada vez mais intensas, alagamentos recorrentes e perda de áreas verdes mostram que o modelo atual precisa ser repensado e com urgência.
As Soluções Baseadas na Natureza (SBN) surgem como resposta concreta e eficiente. Não se trata apenas de plantar árvores, mas de integrar natureza e cidade de forma estratégica, inteligente e resiliente.
Imagine avenidas mais arborizadas em Vitória, reduzindo até 5°C da temperatura local. Em Vila Velha, jardins de chuva absorvendo a água das tempestades e evitando alagamentos. Na Serra e em Cariacica, corredores ecológicos conectando fragmentos de Mata Atlântica e melhorando a qualidade do ar. Em Guarapari, a recuperação de restingas protegendo o litoral e fortalecendo o turismo sustentável.
Essas soluções já são realidade em diversas cidades do mundo e funcionam. Árvores filtram poluentes, melhoram o conforto térmico e aumentam a infiltração da água no solo. Áreas verdes bem planejadas reduzem custos com infraestrutura pesada e trazem benefícios diretos à saúde pública.
O problema é que ainda insistimos em soluções cinzas: mais concreto, mais canalização, mais impermeabilização. Isso agrava exatamente os problemas que tentamos resolver.
Alagamento na Avenida Carlos Martins, em Vitória
Alagamento na Avenida Carlos Martins, em Vitória Crédito: Ricardo Medeiros
A Grande Vitória precisa de um novo pacto urbano: menos cimento, mais natureza. Planejamento integrado, políticas públicas consistentes e participação da sociedade são essenciais.
Soluções baseadas na natureza não são tendência, são necessidade. E quanto mais adiarmos essa mudança, mais caro será o custo ambiental, social e econômico.
A cidade do futuro não será apenas inteligente. Será, acima de tudo, verde.

INDICAÇÃO DE LEITURA

  • “Nature-Based Solutions to Climate Change Adaptation in Urban Areas” – Nadja Kabisch et al. 
  • “Cidades para Pessoas” – Jan Gehl 
  • “O Futuro Climático da Amazônia” – Carlos Nobre e Ismael Nobre 

Marco Bravo

Biólogo, mestre em Gestão Ambiental, comentarista de Meio Ambiente e Sustentabilidade da rádio CBN Vitória

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