Uso da tecnologia avança, mas ainda desafia o mercado imobiliário
Evolução
Uso da tecnologia avança, mas ainda desafia o mercado imobiliário
Especialistas do setor debateram, durante evento, sobre adaptações que profissionais devem adotar para seguirem ativos no mercado
Publicado em 17 de Outubro de 2025 às 18:40
Públicado em
17 out 2025 às 18:40
Colunista
Karine Nobre
kbragio@redegazeta.com.br
Evento reuniu especialistas e presidente de entidades do setor imobiliárioCrédito: Divulgação
A capacidade de adaptação dos profissionais às novas tecnologias já é vista como algo essencial para os profissionais do mercado imobiliário, mas, na prática, ainda é uma barreira que muitos ainda não conseguiram superar - mas que pode ser vencida.
A discussão sobre os desafios do setor, que aconteceu no Max Xperience, evento da Re/Max Espírito Santo, reuniu especialistas do setor para abordar como a tecnologia despontou como principal diferencial no segmento.
“A tecnologia é uma ferramenta fundamental, mas que não substitui um trabalho humano. Entretanto, ela agrega muito valor à vida profissional e, por isso, quem não dominá-la está fora do mercado, ao passo que quem conseguir se adaptar vai poder entregar um serviço ainda melhor ao cliente”, afirma o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo, Alexandre Schubert.
Além disso, um comportamento humano e atencioso nos negócios também faz toda a diferença, principalmente para os profissionais que lidam diretamente com a clientela, como os corretores. Sobre isso, o corretor de imóveis e fundador da Summit Consulting, Juarez Gustavo Soares, acredita que é preciso aliar tanto a tecnologia quanto as habilidades de comunicação.
“Quem navega bem neste ambiente da tecnologia está dentro do jogo, mas só isso não será o suficiente para atingir um patamar mais elevado no mercado. A tecnologia é um pré-requisito, mas ter um bom comportamento e comunicação ainda é o maior diferencial”, sintetiza.
Eduardo Ambrósio: “O mercado imobiliário nunca vai parar"Crédito: Divulgação
E essas habilidades se tornam ainda mais importantes em um mercado imobiliário que continua acessível, mesmo em meio a alta da Selic, que está fixada em 15% ao ano no momento.
“O mercado imobiliário nunca vai parar. Todos os dias ocorrem fatos nas vidas das pessoas, alguém casa, alguém separa, alguém nasce, alguém morre. As pessoas têm que trocar os seus imóveis, independentemente dos lançamentos”, observa Eduardo Ambrósio, Master Franqueado Regional da Re/Max Espírito Santo que foi um dos anfitriões do evento.
Inclusive, sobre o bom momento do setor, Ambrósio conta que, em setembro, a corretora atingiu seu segundo melhor faturamento, garantindo mais de R$2 milhões em comissões para os corretores franqueados.
Tecnologia
No evento, o debate sobre tecnologia continuou com a palestra de André Rodrigues, sócio da Pixerama Negócios Digitais e Master Franqueado Regional da Re/Max ES, que afirma que o maior desafio não está nas ferramentas em si, mas na forma como o corretor se relaciona com elas.
André Rodrigues afirma que o maior desafio está na forma como o corretor se relaciona com as ferramentas de tecnologiaCrédito: Divulgação
“A gente tem uma clareza muito grande de que não é o profissional que vai ser substituído, mas as atividades substituíveis, sim. A tecnologia é uma baita aliada e o corretor deve dominar o básico com profundidade”, sintetiza.
Para ele, esse básico é manter o CRM, plataforma de gestão de relacionamento com o cliente, atualizado, visto que é o local em que estão armazenadas as informações dos clientes, da empresa e dos imóveis disponíveis.
“O diferencial do ser humano nesse ambiente é ser humano. É fazer o que só o ser humano consegue fazer. A tecnologia vai estar ali para fornecer atalhos e deixar mais tempo para entender de gente, das dores do comprador, do vendedor, das motivações por trás de cada negócio”, finaliza.
Aluguel em Vitória tem maior alta entre capitais
O Índice FipeZap de locação residencial do acumulado do ano, em Vitória, foi o mais alto entre as capitais. De janeiro até, o crescimento foi de 11,10%, ficando à frente de cidades como Rio de Janeiro (+8,03%) e São Paulo (+6,67%). Nos últimos 12 meses, a valorização chegou a 10,76%, superando a média nacional de 9,93%. Já em relação aos valores de mercado, Vitória mantém uma posição intermediária entre as capitais, com preço médio de R$ 50,13/m² (valor ligeiramente acima da média nacional de R$ 50,03/m²). No entanto, quando se trata de rentabilidade para investidores, a capital capixaba apresenta um dos menores retornos do país, com 4,15% ao ano, ficando apenas à frente de Curitiba (4,51%) e Fortaleza (4,60%).
Prestige Guriri vende mais de 150 lotes no primeiro dia de lançamento
Prestige Guriri, da Soma Urbanismo em São MateusCrédito: Soma/Divulgação
Com menos de 24 horas de vendas, o Prestige Guriri, primeiro loteamento de alto padrão da Soma Urbanismo no Norte do Espírito Santo, teve mais de 150 lotes comercializados. O lançamento oficial ocorreu em 8 de outubro, em São Mateus, marcando a estreia da linha Prestige, posicionada acima da categoria Golden da empresa.
Localizado no Soma Norte Guriri, o empreendimento ocupa uma área de mais de 296 mil metros quadrados e oferece 557 lotes, sendo 490 residenciais e 67 comerciais, com metragens entre 345m² e 360m². Assinado pelo arquiteto Humberto Franklin, o tem portaria 24h com reconhecimento facial, Wi-fi em toda a área do clube, pontos de recarga para veículos elétricos e painéis fotovoltaicos.
O complexo de lazer conta com três áreas que somam mais de 20 opções, incluindo piscina, sauna, spa, três espaços gourmet, duas academias, quatro quadras de areia, campo de futebol, playgrounds, espaços pet e uma ciclofaixa de 2 km.
Para Danielli Simões, diretora comercial da Soma Urbanismo, o sucesso do lançamento representa um novo marco para o desenvolvimento regional. “O Prestige Guriri eleva o padrão de moradia e contribui diretamente para o crescimento planejado de Guriri e São Mateus”, afirma.
Índice Imobiliário lidera valorização da bolsa
O Índice Imobiliário (IMOB B3) foi o que mais valorizou entre os indicadores de renda variável da bolsa brasileira no acumulado de janeiro a setembro de 2025, com uma alta expressiva de 66,46%. O índice, que reflete o desempenho médio das principais empresas do setor, superou com folga outros importantes indicadores setoriais, como o Índice de Utilidade Pública (UTIL B3), que registrou 45,04% de valorização. “Os índices de renda variável desempenham um papel fundamental no mercado de ações brasileiro. Estes indicadores atuam como termômetros que medem o desempenho agregado de grupos de ações e oferecem aos investidores uma referência clara e objetiva para avaliar o comportamento do mercado”, explica Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.
Grand inicia obras do Grand Soleil em Colatina
O Grand Soleil está localizado no centro de Colatina e terá 32 unidadesCrédito: Divulgação
A Grand Construtora deu início às obras do Grand Soleil, que se tornará o edifício mais alto de Colatina, com mais de 90 metros de altura. Localizado na avenida Senador Moacyr Dalla, 967, o empreendimento de luxo tem previsão de entrega para 2027. Ao todo, são 34 unidades.
A assinatura do projeto é da arquiteta Karol Simonasse, com paisagismo biofílico de Ana Campos. As áreas de lazer, distribuídas em dois pavimentos, incluem piscinas, spa, lounges e espaços gourmet. O stand de vendas já está funcionando no local do empreendimento.
"O Grand Soleil é um divisor de águas no mercado imobiliário de Colatina e é um orgulho imenso contribuir para o desenvolvimento do município, que é também a minha terra natal ", afirma Rodrigo Barbosa, presidente da Grand Construtora.
CIMI360 discute uso de terrenos públicos como subsídio no Minha Casa, Minha Vida
O uso de terrenos públicos como subsídio para baratear moradias populares será um dos temas centrais do CIMI360 2025, maior congresso do setor imobiliário da América Latina. O evento, que acontece de 23 a 25 de outubro no Distrito Anhembi, em São Paulo, debaterá como imóveis públicos ociosos podem reduzir custos de produção no Minha Casa, Minha Vida, tornando as prestações acessíveis para famílias de baixa renda.
“Quando o terreno é público e entra no projeto sem custo, conseguimos baixar significativamente o preço final da moradia. Isso impacta diretamente na prestação, que passa a caber no orçamento das famílias que antes ficavam de fora do programa,” explica Heitor Kuser, especialista em habitação e um dos articuladores do fórum.
A jornalista Karine Nobre traz, semanalmente, análises do mercado automotivo, especulações e novidades do que acontece no setor, no Espírito Santo, Brasil e no mundo.