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Educação

Investir na infância tem rendimento com alta taxa de retorno para a sociedade

Estudos científicos de diversas áreas têm apontado que o período de maiores possibilidades para a formação das competências humanas ocorre entre a gestação e o sexto ano de idade

Publicado em 12 de Junho de 2023 às 00:25

Públicado em 

12 jun 2023 às 00:25
Nylton Rodrigues

Colunista

Nylton Rodrigues

comando.nylton@gmail.com

Crianças: o que é importante na infância?
Crianças Crédito: Unsplash
Recém-chegado a Curitiba, ainda desfazendo as malas e arrumando a mudança, realizei através do meu smartphone o cadastro da minha filha de 2 anos para uma vaga em uma creche da rede municipal de ensino. Foi tudo muito ágil e eficiente. Quatro dias úteis depois, a resposta positiva veio por e-mail, já com todas as orientações para efetivação da matrícula no centro de educação infantil do bairro que resido. Pronto, minha filha foi rapidamente acolhida pela creche contratada pela prefeitura.
Todo registro de intenção de vagas para as crianças de 0 a 3 anos é realizado pelo cadastro on-line no site da Secretaria Municipal de Educação. Sem ele ser preenchido, não há como obter vaga para essa faixa etária. Caso o responsável pela criança não disponha de computador ou smartphone, pode se dirigir a qualquer Centro Municipal de Ensino Infantil ou nas “Ruas da Cidadania”, que um servidor auxiliará no preenchimento do cadastro.
A primeira infância corresponde ao período que vai desde o nascimento até o sexto ano de vida. Em Curitiba são 52.820 crianças até 6 anos matriculadas e organizadas em 230 centros municipais de educação infantil, 117 centros de educação infantil particulares contratados pela prefeitura (isso mesmo, contratados) e 156 escolas municipais que ofertam turmas de pré-escola.
A administração de Curitiba tem como princípio a prioridade absoluta na criança. Em conversa com os professores, fica claro que o pensamento por aqui é esse mesmo: acolher bem as crianças é importantíssimo para o desenvolvimento social, cultural e econômico da cidade.
Convivendo diariamente na creche percebo ainda a busca pela formação continuada dos professores, a valorização da cultura local, a aproximação à natureza, o respeito às normas, a parceria com as famílias, o incentivo às hortas comunitárias e a promoção de um estilo de vida em harmonia com o meio ambiente. Na semana passada Curitiba foi a capital nacional da educação. Aqui ocorreu o IV Congresso Internacional “Um Novo Tempo na Educação” e o “II Fórum Nacional de Prefeitos e Dirigentes Municipais de Educação”.
Estudos científicos de diversas áreas têm apontado que o período de maiores possibilidades para a formação das competências humanas ocorre entre a gestação e o sexto ano de idade. É na primeira infância que acontecem milhares de conexões a todo o instante que são essenciais na formação e expansão das estruturas cerebrais.
Boas experiências iniciais promovem o bom desenvolvimento do cérebro. Quanto mais estímulos positivos a criança receber, mais resultados positivos ela irá colecionar ao longo da vida, se tornando um adulto mais equilibrado, consciente e inteligente emocionalmente.
O principal ativo para o futuro de uma cidade são as crianças. Os resultados em priorizar e investir na infância são colhidos no enfrentamento à desigualdade social, no favorecimento do crescimento econômico, em uma cidade limpa que respeita o meio ambiente, no respeito às regras e na promoção de uma sociedade mais pacífica, segura e sustentável.
Não tenho dúvidas que as cidades ficariam muito mais seguras, civilizadas e habitáveis se as administrações municipais priorizassem as necessidades, demandas e bem-estar das crianças. Não existe um objetivo mais prioritário de um governo que a educação, principalmente a infantil.
Por isso os prefeitos e suas equipes devem ser obcecados por uma educação infantil ampla, de fácil acesso e de qualidade. Tendo a clara compreensão que a baixa qualidade no ensino público está conectada na falta de prioridade e na má gestão e não na ausência de dinheiro. Entendendo que uma boa educação é a primeira condição para permitir a todos uma chance de começo.
Enfim, parafraseando Saint-Exupéry, “o futuro não é um lugar para onde estamos indo, mas um lugar que estamos construindo”. Ofertar educação infantil pública é de responsabilidade dos municípios, portanto os prefeitos têm em mãos uma valiosa oportunidade de impactarem positivamente no futuro e serem lembrados por isso. Para tanto devem descer dos palanques e investir com prioridade no ativo que rende a vida toda e com alta taxa de retorno para a humanidade: a infância!

Nylton Rodrigues

Foi secretário estadual de segurança pública e comandante geral da polícia militar. É especialista em Segurança Pública pela Ufes. Neste espaço, produz reflexões sobre políticas públicas para garantir a segurança da população

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