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Empregos

As armadilhas que limitam o crescimento da economia brasileira

Reflexos de duas armadilhas são observados no baixo crescimento econômico e na baixa demanda por trabalhadores de alta qualificação

Publicado em 28 de Outubro de 2023 às 01:00

Públicado em 

28 out 2023 às 01:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

orlando.caliman@gmail.com

economia brasileira vive “às turras”, hoje, com dois tipos de armadilhas que a limitam no seu crescimento e complexidade. A primeira, talvez aquela com longevidade maior, está relacionada à renda média recebida pelos cidadãos, e que se depara com obstáculos estruturais para furar o seu teto, considerado “raso”. Especialistas a chamam de armadilha da renda média. A outra, que guarda relação com a primeira, especialmente quando olhamos para possíveis origens causais, diz respeito a um quase permanente estado de baixa complexidade econômica.
A coexistência de ambas, que é empoderada por um processo de alimentação recíproca, acaba funcionando como uma espécie de mecanismo bloqueador de fuga ou desvio delas. Escapar dessas duas armadilhas não se mostra tarefa simples e fácil. Os seus reflexos são observados no baixo crescimento econômico e na baixa demanda por trabalhadores de alta qualificação.
Observando os números do emprego, por exemplo, nos últimos vinte anos, vamos ver que crescem mais os empregos de baixa escolaridade, ou seja, de menor qualificação profissional, do que empregos de alta qualificação. Mais recentemente, inclusive, impressiona uma certa resiliência revelada pela queda contínua da taxa de desocupação. Movimento que, dentro da razoabilidade, não encontraria explicação simplesmente pelo lado do crescimento da economia, que ainda patina e não coloca muita luz no horizonte mais próximo.
Para um melhor entendimento do que está acontecendo com o emprego, basta nos concentrarmos nos último três anos. A pergunta chave nesse caso é sobre quem são esses novos empregados. Valendo-nos de dados do IBGE e da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), vamos ver que em 2021 cerca de 80% dos novos empregados tinham apenas o ensino médio. Agora em 2023, em agosto, esse percentual avançou para 96%. E indo mais além, hoje, o número absoluto de trabalhadores informais suplanta os formais: 38 milhões contra 37 milhões.
Tem o lado bom pelo fato de termos mais pessoas empregadas. Porém, emite uma mensagem que não é boa ao sinalizar que a economia não está conseguindo abrir postos de trabalho que requerem maior qualificação profissional. Além disso, e por consequência, observa-se uma renda média do trabalho simplesmente estável, em torno de 2 mil reais.
Eis aí o grande desafio: como escapar dessas duas armadilhas. Que, aliás, funcionam como uma só pois são irmãs siamesas.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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