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Desenvolvimento urbano

O que Vitória ganha ao se tornar uma metrópole?

Se de um lado vemos nisso vantagens, de outro temos que estar atentos aos problemas e desafios que devem ser enfrentados, sob pena de se perder boas oportunidades e chance de realizar avanços

Publicado em 15 de Janeiro de 2022 às 02:00

Públicado em 

15 jan 2022 às 02:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

orlando.caliman@gmail.com

Praia do Canto
Vista do bairro Praia do Canto, em Vitória Crédito: Fernando Madeira
ascensão de Vitória, compreendendo-se no caso os sete municípios que compõem à Região Metropolitana, à condição de metrópole abre novas perspectivas ao mesmo tempo que também amplia o leque de desafios, velhos e novos, a serem enfrentados. Sem dúvida, vislumbram-se boas perspectivas tanto em termos de novas frentes de oportunidades de crescimento e desenvolvimento, como também de desdobramentos de frentes já em consolidação.
O estudo desenvolvido pelo IBGE que fundamentou e fez elevar Vitória à nova condição classifica o fato como novidade. Na leitura que faço, a surpresa vem da constatação, logicamente embasada em dados estatísticos, do rápido processo de ampliação da sua área de influência. Entre 2013 e 2021, a área de influência da atual metrópole Vitória foi acrescida de 3 para 6 regiões de influência imediata e de 27 para 75 municípios. Trata-se, proporcionalmente, da maior expansão de influência registrada no país no período.
O interessante é que nesse movimento o ganho se deu exclusivamente sobre o território do Rio de Janeiro. Esse Estado vê sua área de influência decair de 265 municípios em 2013 para 109 em 2021. Em relação a Minas Gerais e Bahia, praticamente não ocorreram mudanças. Quanto ao Estado da Bahia, o Espírito Santo mantem sua forte influência sobre os municípios do extremo sul – Região de Influência Imediata de Teixeira de Freitas.
Quando falamos da metrópole Vitória, estamos tratando de um território que detém uma massa de riqueza produzida anualmente que equivale a cerca de 55% da massa de riqueza estadual. Ou seja, são cerca de R$ 75 bilhões que, combinados com uma população próxima a 2 milhões, já de princípio chamam a atenção do ponto de vista de mercado, atratividade para negócios e investimentos. Além de contar, agora, com um território ampliado sob sua influência.
Se de um lado vemos nisso vantagens, de outro temos que estar atentos aos problemas e desafios que devem ser enfrentados, sob pena de se perder boas oportunidades e realizar avanços. Alguns deles podemos considerá-los como velhos, entre os quais ressalto, que reputo como central, a questão da governança metropolitana, desafio que remonta décadas. Coloco esse como crucial, pois é a partir dele que outros problemas e desafios poderão ser atacados.
É sob o “guarda-chuva” da governança, então, que devemos dimensionar e tratar a maioria dos demais problemas e desafios. E nesse aspecto chamo a atenção para o fato de já podermos dispor e contar com um valioso instrumento de trabalho a nos auxiliar nessa empreitada. Refiro-me ao PDUI – Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado, elaborado sob a coordenação do IJSN – Instituto Jones do Santos Neves. Vale mais que apenas revisitá-lo, dar-lhe vida.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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