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Força feminina

A identidade forte da mulher capixaba

De Maria Ortiz a Jacqueline Moraes, temos vários exemplos de mulheres que ampliam os valores da identidade feminina conjugando com características do povo do Espírito Santo

Publicado em 17 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

17 mar 2021 às 02:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Maria Ortiz, a heroína
Maria Ortiz, aos 21 anos de idade, organizou civis para reforçar a defesa das forças oficiais contra no histórico ataque dos holandeses a Vitória, em 1625 Crédito: Reprodução/TV Gazeta
Março é um mês especial por vários aspectos. Um deles está ligado ao Dia Internacional da Mulher, que é comemorado no dia 8. Sabemos que todos os dias são para celebrar as virtudes das mulheres, porém o dia 8 traz todo um simbolismo relativo às lutas para suprimir as desigualdades de gênero e extinguir as múltiplas formas de violência contra as pessoas do sexo feminino.
Historiadores como Eric Hobsbawm destacam como o século XX foi relevante para uma série de conquistas legais, políticas, sociais e econômicas das mulheres. O direito ao voto, sufrágio, é um exemplo disso. O movimento pelo sufrágio feminino se caracterizou como uma demanda social de reforma com o propósito de garantir tal direito. Suas origens são reverberadas na França do século XVIII. No Brasil, somente em 1932 que o voto feminino passou a se tornar uma realidade.
O somatório de conquistas históricas, como essa citada, vem possibilitando diminuir danosas desigualdades de gênero. Esses avanços são produto direto da ação de inúmeras mulheres comprometidas com causas sociais de destaque. Tal engajamento contribui para a formação de uma identidade feminina forte e empoderada nos tempos atuais. Esse processo é resultante de marcas e impressões registradas pelas mulheres no cotidiano da sociedade.
No Espírito Santo temos vários exemplos de mulheres que ampliam os valores da identidade feminina conjugando com características do povo capixaba. De forma coletiva, podemos ressaltar os valores do empreendedorismo e culturais reservados pelas paneleiras de Goiabeiras e pelas desfiadeiras de siri da Ilha das Caieiras. Ainda podemos salientar as diversidades inerentes à presença marcante das mulheres nas composições do congo capixaba, bem como as tradições das descendentes de imigrantes europeus da região serrana do Estado.
Individualmente também temos mulheres fortes que forjam ao longo do tempo a identidade feminina capixaba. Nesse sentido, somos remetidos de imediato à figura de Maria Ortiz, que com sua liderança, aos 21 anos de idade, organizou civis para reforçar a defesa das forças oficiais contra no histórico ataque dos holandeses a Vitória, em 1625.
Em 14 de março daquele ano, os populares liderados pela jovem proporcionaram resistência aos holandeses em um acesso íngreme e estreito no Centro de Vitória, onde hoje se localiza a escadaria Maria Ortiz. Os invasores foram surpreendidos pelos “soldados de Ortiz”, que dos sobrados arremessavam objetos, pedra, paus e água fervendo.
Atualmente, são vários os exemplos de capixabas que fortalecem a identidade feminina. Não podemos esquecer da figura emblemática da nossa vice-governadora, Jacqueline Moraes, primeira mulher e pessoa negra a ocupar esse espaço de destaque. Inclusive, ela está ampliando as políticas públicas com enfoque no empoderamento feminino por meio do programa intersetorial Agenda Mulher. A empresária Cristhine Samorini é outro exemplo de mulher que está reforçando a identidade feminina capixaba. Ela assumiu a presidência da Findes. Essa é a primeira vez que a mencionada federação é liderada por uma mulher.
Além desse nomes de destaque, podemos citar outras mulheres capixabas que imprimem a sua marca reforçando a identidade feminina capixaba, a saber: Neymara Carvalho e Maylla Venturin nos esportes; Elisa Lucinda nas artes; Bernadette Lyra no universo da escrita; Letícia Lindenberg no mundo dos negócios e gestão; Luciana de Andrade na liderança do Ministério Público Estadual; Cláudia Garcia nos estudos e ações de prevenção à violência contra a mulher; Nara Borgo no campo dos direitos humanos; Fernanda Queiroz e Vilmara Fernandes na área da comunicação; Mariazinha Vellozo Lucas e Tayana Dantas na política; Margareth Dalcolmo e Ethel Maciel na saúde; Cristina Engel e Denise Endringer na perspectiva da ciência, tecnologia e inovação; dentre muitos outros exemplos de reafirmação do empoderamento feminino.
E você, caro leitor, com certeza tem um exemplo de mulher empoderada perto de você. Não somente nesse mês de março devemos valorizar nossas mães, esposas, filhas, irmãs e amigas, mas sim durante todos os dias do ano. A identidade forte da mulher consiste em um dos pilares da nossa sociedade!
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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