Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020 foi de R$ 7,4 trilhões, ou seja, US$ 1,42 trilhões.
Nos últimos 14 anos, o Brasil se destacava entre as dez maiores economias mundiais. De acordo com levantamento realizado pela Austin Rating, com o resultado de 2020, o país caiu da 9ª para a 12ª posição no ranking das maiores economias segundo o PIB nominal, em valores correntes em dólar. Fomos ultrapassados pelo Canadá, Coreia do Sul e Rússia.
Seguindo a tendência atual, caso o Brasil não supere a crise sanitária, acelerando o ritmo da vacinação, e os problemas político-econômicos, como graves adversidades fiscais, episódios de intervencionismo, a exemplo do que aconteceu no comando da Petrobras, e sinais trocados emitidos pelo presidente da República relativos à necessidade de uma maior união nacional, podemos cair ainda mais no mencionado ranking, chegando na 14ª colocação em 2021.
Na comparação entre 2019 e 2020, o PIB brasileiro evidenciou uma queda de 4,1%. O tombo foi maior do que a média mundial observada, que foi de -3,5%. Todavia, países como a Espanha apresentaram uma retração ainda mais intensa (-11%). Vale lembrar que essas nações, em 2020, sofreram de forma mais intensa os impactos decorrentes da pandemia do coronavírus.
Infelizmente, o Brasil inicia 2021 batendo recordes nas médias móveis de óbitos. Estamos vivendo o pior momento da pandemia nesse início de ano, período ainda sem a retomada do auxílio emergencial, o que pode frustrar as expectativas para um desempenho econômico melhor no ano corrente.
A queda do PIB brasileiro em 2020 foi a maior das últimas três décadas. Nos últimos 120 anos, somente as recessões de 1981 (-4,35%) e de 1990 (-4,25%) amargaram resultados piores para a economia do país. A primeira teve influência inerente da ampliação insustentável da dívida externa, o preço alto do propalado “milagre econômico” das décadas anteriores a 1980. Já em 1990, a recessão foi desencadeada pelas barbeiragens do governo Collor, que chegou ao ponto de confiscar as poupanças dos brasileiros.
Nesse início de 2021, o governo federal demonstra que está longe de um maior engajamento para retirar o país do atoleiro. Vivemos o momento mais crítico da pandemia e Bolsonaro está dando pistas de repetir erros grotescos do passado na presidência da República, como por exemplo a prática do controle artificial de preços administrados. O presidente chegou a afirmar que “vamos meter o dedo na energia elétrica”.
Para piorar a situação, o país está muito lento na corrida da vacinação contra a Covid-19. A melhoria do quadro econômico em 2021 passa necessariamente pela intensificação e aceleração da imunização em massa da população. Por isso, podemos afirmar que o atual momento exige vacina acima de tudo, Deus acima de todos!
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta