A recente divulgação do ranking de competitividade dos estados brasileiros do Centro de Liderança Pública (CLP) revelou que o Espírito Santo subiu da 10ª para 6ª posição na comparação dos resultados de 2023 e 2024.
Para além desse bom resultado, o CLP garantiu notório reconhecimento à condição diferenciada para o desenvolvimento capixaba ao registrar que o ES foi o destaque positivo nacional em 2024 por ter sido o estado que mais ganhou lugares no ranking.
Depois do destaque nacional, o relatório do ranking lançou luz sobre os destaques regionais. No Norte, Amazonas conquistou três posições na classificação geral, alcançando o 11º lugar. Na região Nordeste, Piauí melhorou de 22º para a 20º. No Centro-oeste, Distrito Federal conseguiu se manter estático na 4ª colocação. Na região Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul mantiveram estáticos na 2ª, 3ª e 5ª posições. No Sudeste, o Espírito Santo também foi evidenciado como o estado que mais ganhou posições, quatro lugares em relação ao ano anterior, e São Paulo foi mencionado como a Unidade da Federação que se manteve na 1ª colocação do ranking de competitividade.
Diferentemente desses estados que foram destaques e pocaram no ranking de competitividade, algumas UFs floparam e perderam posições, como foi o caso de Pernambuco que caiu três lugares, ficando na 19ª classificação em 2024. Rio de Janeiro perdeu duas posições, terminando na 13º colocação. Mato Grosso caiu do 8º para o 10º lugar. Ao mesmo tempo Ceará perdeu a 12ª classificação e foi para a 14ª. Minas Gerais e Goiás caíram um lugar, ficando nas 7ª e 8ª posições.
Vale ressaltar que o citado ranking é composto por dez pilares, a saber, segurança pública, sustentabilidade social, infraestrutura, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, inovação, potencial de mercado e sustentabilidade ambiental. O índice sintético de competitividade é calculado a partir da média ponderada dos índices desses pilares.
Como todo indicador sintético, o índice de competitividade apresenta algumas limitações metodológicas, como por exemplo, as alterações dos pesos de um ano para outro, o que pode prejudicar o estabelecimento de um padrão para as análises comparativas temporais.
A estrutura dos indicadores dos pilares também pode ser conceitualmente aprimorada com ajustes em alguns indicadores. Por exemplo, no pilar de potencial de mercado o CLP considera o valor nominal em Reais do Produto Interno Bruto (PIB) no indicador de “tamanho de mercado”, o que acaba favorecendo estados como São Paulo que é o estado mais populoso do país.
Para tentar amenizar tal efeito demográfico, seria mais justo utilizar o valor do PIB per capita na composição do citado pilar, seguindo o que é consenso na literatura especializada de macroeconomia.
De toda forma, o indicador sintético do CLP é uma medida importante que possibilita aos estados identificarem potencialidades e desafios para que ações estratégias sejam implementadas para melhorar os níveis de competitividade.