Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) demonstram que a taxa de desemprego no Brasil reduziu de 14,2% no 2º trimestre para 12,6% no 3º trimestre de 2021, o que representa uma diminuição de 1,6 ponto percentual. A menor taxa desde o 1º trimestre de 2019 (12,7%).
Mesmo registrando essa queda, o número de pessoas sem trabalho no país ainda é elevado, atingindo 13,5 milhões de indivíduos. Além disso, o rendimento real (descontada a inflação) dos brasileiros caiu 4% na mesma base de comparação, chegando a R$ 2.459. Esse pode ser considerado um dos efeitos da precarização de vagas de trabalho e do aumento da inflação que supera o patamar de 10% no acumulado de 12 meses.
O Espírito Santo evidenciou redução na taxa de desemprego de 11,4% para 10,0% na comparação do 2º e 3º trimestre de 2021, ou seja, queda de 1,4 pontos percentuais. Essa é a menor taxa registrada no território capixaba desde o 4º trimestre 2015, quando o desemprego estava em 9,2%. Diferentemente da tendência nacional, no ES foi percebido aumento no rendimento médio do 2º para o 3º trimestre de 2021, elevando de R$ 2.343 para R$ 2.375.
O Estado conseguiu combinar redução de desocupação e elevação da renda média. Mesmo assim, esse desempenho deve ser analisado de forma conjugada com as adversidades macroeconômicas nacionais, uma vez que em um cenário de alta inflação o potencial de compra das famílias tende ser mais comprometido.
Os resultados positivos do mercado de trabalho capixaba podem ser compreendidos como um desdobramento da integração da gestão de risco da pandemia, coordenada pelo governo estadual, destaque da vacinação contra a Covid-19vacinação contra a Covid-19, ambiente econômico e fiscal equilibrado, o que favorece a ampliação e atração de investimentos, e políticas públicas na perspectiva da promoção e geração de emprego e renda, especialmente para as famílias socioeconomicamente mais vulneráveis.
Diante da continuidade e expansão dessas ações, estratégias governamentais e dos setores produtivos tendem a propiciar a intensificação da tendência de redução das taxas de desemprego no Espírito Santo para níveis abaixo de 10% nos próximos trimestres, o que é de grande relevância para a economia e sociedade.