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Covid-19

Fase da obrigatoriedade das máscaras foi superada, mas pandemia não acabou

Com redução consolidada de casos e óbitos por Covid-19, registro da menor taxa de ocupação de leitos e da menor taxa de transmissão, o Estado deu mais um passo seguro na construção do novo normal

Publicado em 13 de Abril de 2022 às 02:00

Públicado em 

13 abr 2022 às 02:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Máscara de proteção contra a Covid-19 jogada no chão em Vitória
Máscara de proteção contra a Covid-19 jogada no chão em Vitória Crédito: Vitor Jubini | A Gazeta
Na metade de abril de 2021, o Espírito Santo passava pelo terceiro e mais grave pico de óbitos por Covid-19. Chegou a ser computada uma média móvel de mais de 77 mortes nos últimos 14 dias. A taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 superou os 97%. Mais um momento crítico da pandemia que foi superado pelas estratégias de gestão de risco coordenadas pelo governo estadual.
Passado um ano, o atual momento revela uma maior segurança no controle dos indicadores da pandemia. A média móvel de óbitos alcançou o menor nível desde o início da pandemia, a saber, uma morte nos últimos 14 dias. A taxa de ocupação de leitos de UTI chegou no menor patamar, 3%. A taxa de transmissão da Covid-19 também chegou ao seu menor valor, 0,19 na semana de 18 de março, ou seja, dez pessoas infectadas podiam transmitir a doença para outros dois indivíduos.
As evidências demonstram que vivemos o momento de maior controle da pandemia no território capixaba, o que possibilita avançarmos no desenvolvimento do novo padrão de convivência. Com redução consolidada de casos e óbitos por Covid-19, registro da menor taxa de ocupação de leitos e da menor taxa de transmissão, o Espírito Santo deu mais um passo seguro na construção do novo normal. Na última semana, o governo do Estado, orientado pela ciência, suspendeu a adoção do mapa e matriz de risco, bem como cessou a obrigatoriedade do uso de máscaras.
No novo padrão de convivência, torna-se normal a pessoa optar por utilizar ou não a máscara, dependendo da ocasião e lugar que esteja circulando. Aqueles que têm mais segurança e não se enquadram em grupos de risco da Covid-19 podem dispensar a máscara em locais fechados, como em um ambiente de trabalho controlado e sem aglomeração. Enquanto os indivíduos que se sentem mais seguros com a máscara podem optar em utilizá-la em supermercados e até mesmo em locais abertos, por exemplo. Vale lembrar que o Espírito Santo foi um dos primeiros Estados a estabelecer, ainda em 2020, a obrigatoriedade do uso das máscaras.
A expansão dos leitos Covid-19 foi outra ação pioneira do ES na gestão de risco da pandemia. A robusta expansão da capacidade do sistema de saúde capixaba, implementada desde o início da pandemia, mostrou-se uma medida assertiva que preservou vidas e garantiu atendimento digno aos pacientes que desenvolveram as formas mais graves da doença.
O mapa e matriz de risco foram muito relevantes para a calibragem das medidas qualificadas em diferentes momentos da pandemia, bem como para conscientizar a população. Foram mais de cem edições do mapa de risco. Nesses últimos anos, os capixabas acompanharam com apreensão o mapa de risco variar suas cores e níveis de risco semana após semana. O atual momento possibilita a suspensão dessas ferramentas científicas.
As vacinas contra a Covid-19vacinas contra a Covid-19, outro produto dos avanços científicos e tecnológicos, constituem hoje a principal estratégia para superarmos de vez a Covid-19. Cabe ao poder público, em todos os níveis, garantir e estimular a vacinação por meio de campanhas de conscientização para seguir ampliando a imunização, seja na efetivação da primeira e segunda dose, seja nas doses de reforço. Por mais que os indicadores demonstrem o citado momento de controle, a pandemia não acabou.
Nesse sentido, devemos seguir cumprindo nosso dever de continuar ampliando a vacinação, seguindo os cuidados sanitários e monitorando os indicadores. A fase da obrigatoriedade das máscaras foi superada. A vacinação continua!

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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