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Mundo

Geopolítica: um ano de guerra na Ucrânia

A guerra deflagrada pela invasão da Rússia no território ucraniano já resultou em mais 300 mil pessoas mortas, gerou uma gravíssima crise humanitária de refugiados e vem ocasionando impactos negativos na economia global

Publicado em 15 de Fevereiro de 2023 às 00:10

Públicado em 

15 fev 2023 às 00:10
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Shopping ucraniano na cidade de Kremenchuk logo após ataque a míssil
Shopping ucraniano na cidade de Kremenchuk logo após ataque a míssil Crédito: Twitter/ Reprodução
guerra que foi iniciada em 24 de fevereiro de 2022 pela invasão russa no território da Ucrânia já contabiliza mais de 300 mil mortos entre militares russos e ucranianos e população civil, conforme aponta um levantamento realizado pelo exército da Noruega, país que integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde sua institucionalização.
Nos últimos anos a Ucrânia se mobilizava em um processo que visava garantir a sua inclusão na Otan, uma aliança militar que foi criada em 1949 com 12 nações fundadoras que objetivavam conter a expansão soviética em tempos de escalada da Guerra Fria. Atualmente, a Otan é constituída por 30 países membros.
Esse movimento da Ucrânia, liderada pelo presidente Volodymyr Zelensky, de ingresso na Otan seria um dos principais fatores que motivaram a Rússia, comandada por Vladimir Putin, a invadir prioritariamente territórios ucranianos fronteiriços e iniciar o conflito. O governo Putin encara a aproximação ucraniana da Otan como uma grave ameaça à hegemonia russa no Leste Europeu.
Antes da invasão do território ucraniano, no dia 21 de fevereiro de 2022, Putin reconheceu independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, um sinal marcante que as investidas russas se intensificariam nos dias seguintes. Vale lembrar que em 2014 os russos já haviam anexado a península da Crimeia, que era uma região autônoma ucraniana. A maioria da comunidade internacional condenou a referida anexação e a Rússia foi alvo de sansões econômicas.
Por conta do conflito deflagrado em 2022, a Rússia vem sofrendo sansões econômicas mais severas. Países, como os Estados Unidos, chegaram a proibir a importação de petróleo russo. Logo após os primeiros bombardeios russos na Ucrânia, os preços internacionais do petróleo alcançaram os patamares mais elevados da última década.
Ademais, a invasão da Ucrânia pela Rússia e as consequentes sanções dos países ocidentais resultaram em aumentos significativos nos preços de fertilizantes, trigo, metais e energia, influenciando uma onda inflacionária e incertezas na economia mundial. Como parte das sanções, no mercado financeiro, ativos de bancos russos e de milionários com conexões com o governo de Vladimir Putin foram congelados.
Na perspectiva humanitária, a guerra desencadeada pela Rússia ocasionou uma das mais graves crises de refugiados. Segundo ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), depois de um mês do início da guerra, cerca de 10 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia. Hoje a ONU contabiliza mais de 18 milhões de saídas de refugiados do território ucraniano.
No próximo dia 24 de fevereiro a guerra na Ucrânia completa um ano e vários aspectos indicam que o conflito está longe do fim. A Rússia convocou 500 mil soldados para realizar mais uma ofensiva nas próximas semanas, tendo em vista o simbolismo desse período.
A comunidade internacional deve se mobilizar de forma diplomática e efetiva para construir caminhos que garantam a paz e a estabilidade naquela região, protegendo vidas e direitos humanos, bem como proporcionando a redução de incertezas no prisma da economia global.

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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