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Economia

O ES no centro do mundo dos negócios do petróleo e gás

O Espírito Santo é um estado estratégico para a cadeia produtiva de petróleo e gás, bem como para a consolidação dos caminhos da transição energética para uma economia de baixo carbono

Publicado em 10 de Abril de 2024 às 01:45

Públicado em 

10 abr 2024 às 01:45
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Na história econômica do Espírito Santo, a cadeia produtiva do petróleo e gás alcançou posição de destaque, sobretudo, no século XXI.
Em 2002, o Espírito Santo contribuía com menos de 2% da produção de petróleo do Brasil, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP). Dez anos depois, em 2012, o Estado respondia por mais de 15% da produção nacional de petróleo, se tornando o segundo maior produtor nacional, sendo superado somente pelo Rio de Janeiro.
Com tendência de expansão semelhante ao petróleo, o gás natural produzido no território capixaba ampliou sua participação em nível nacional de 2,7% em 2002 para mais de 18% em 2012, conforme apontam dados da ANP.
Plataforma P-58, da Petrobras, no campo de Jubarte, no litoral sul do Espírito Santo
Plataforma P-58, da Petrobras, no campo de Jubarte, no litoral sul do Espírito Santo Crédito: Petrobras/Divulgação
O crescimento da exploração e produção de petróleo e gás no Espírito Santo seguiu em ritmo forte ao longo da década de 2010. Os planos de investimentos do setor no território capixaba eram expressivos. Todavia, a partir de 2017 o Estado passou a observar uma desaceleração nessa importante cadeia produtiva econômica.
No início da década de 2020, o Espírito Santo perdeu o posto de segundo maior produtor de petróleo para São Paulo, que vinha sendo beneficiado pela ampliação da exploração e produção na região do pré-sal da bacia de Santos. Ao mesmo tempo, os campos capixabas alcançavam níveis de amadurecimento.
Na perspectiva da retomada do crescimento do setor no território capixaba, no início de 2023 a Petrobras anunciou um robusto plano de investimentos que pretende expandir em 80% a produção de petróleo e gás no Estado até 2026. Nesse sentido, a empresa prevê um aumento de até 40% na produção de óleo e gás em 2025, com a chegada e operação da FPSO Maria Quitéria, que possui capacidade máxima de produção de 150 mil barris por dia, bem como com a interligação de novos campos às plataformas P-57 e P-58.
Com essa estratégia, é esperado que a produção da Petrobras saia dos 161 mil barris por dia registrados em 2023 e chegue a mais de 225 mil barris/dia no final de 2025, conforme o amigo colunista Abdo Filho noticiou em primeira mão em A Gazeta.
Essas e outras informações foram apresentadas na última semana em um dos maiores eventos de óleo e gás do Brasil, a Vitória PetroShow 2024, que foi realizada no Centro de Convenções e reuniu mais de 4 mil participantes de dez nacionalidades diferentes com o propósito de debater as tendências mais sofisticadas e sustentáveis do segmento.
Além das palestras e painéis, o Vitória Petroshow 2024 contou com 60 estandes com expositores de vários países e com um espaço para rodadas de negócios que movimentou cerca de R$ 150 milhões. O evento foi organizado pela Associação Capixaba das Empresas de Serviços de Petróleo, Gás e Energias (Acespetro) e pela Sociedade Espírito-santense de Engenheiros (SEE), em parceria com a Austral Energy Consulting e apoio institucional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Governo do Estado, Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes) e outras Instituições.
Com o evento Vitória Petroshow 2024, o mundo dos negócios do petróleo e gás focaliza sua atenção no Espírito Santo e suas possibilidades de investimentos. O ES é um estado estratégico para a cadeia produtiva de petróleo e gás, bem como para a consolidação dos caminhos da transição energética para uma economia de baixo carbono.
O território capixaba apresenta significativo potencial de fontes de energias renováveis, além de contar com um ambiente econômico favorável para a atração de investimentos inovadores e sustentáveis.

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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