Em todo o mundo, dentre as estratégias de enfrentamento à Covid-19, evidenciam-se as medidas não farmacológicas, como a suspensão de atividades escolares presenciais, restrição de atividades econômicas não essenciais e proibição de aglomeração de pessoas. Tais medidas são necessárias para conter expansões nas curvas epidemiológicas. Contudo, a superação da pandemia passa necessariamente pela estratégia efetiva da vacinação.
Desde as notificações dos primeiros casos da doença nos países, laboratórios de diversas partes do mundo se lançaram no desafio de desenvolver a vacina. Por meio de cooperações internacionais, institutos de pesquisa e farmacêuticas, alcançaram êxito na fabricação de imunizantes contra a Covid-19.
No Brasil merece destaque a atuação do Instituto Butantan nas pesquisas e na produção da Coronavac, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a participação da Fundação Oswaldo Cruz nos estudos e produção da AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Em tempo recorde, por conta dos avanços científicos, foi possível o desenvolvimento dessas e outras plataformas de imunizantes contra a doença.
No cenário nacional, o Consórcio de Veículos de Imprensa, que monitora os dados das Secretarias Estaduais de Saúde, destacou em 11 de abril o ranking das Unidades da Federação (UFs) na corrida da vacinação. O indicador utilizado é o percentual da população alvo que tomou a primeira dose de imunizante contra a Covid.
O Espírito Santo está em destaque nesse ranking. No território capixaba, 12,37% da população foco já tomou a primeira dose de vacina contra a Covid-19. Com esse desempenho, o Estado superou a média nacional, que no início da semana estava em 11% de pessoas imunizadas, e alcançou o 5º lugar no ranking de vacinação das UFs.
É muito importante o governo federal ampliar as plataformas de vacinas no Plano Nacional de Imunização (PNI), bem como propiciar condições para acelerar a compra e produção nacional de imunizantes. Dessa forma, o país tende melhorar o seu desempenho na imunização da população e destacar os brasileiros no cenário mundial de enfrentamento e superação da pandemia.
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta