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Fim da concessão

O fim do pedágio da Terceira Ponte e a sabedoria do capixaba

A decisão pelo fim dos pedágios foi respaldada por evidências científicas e fatos concretos e atende à demanda da sociedade. Uma tomada de decisão assertiva, republicana e democrática

Publicado em 27 de Dezembro de 2023 às 01:30

Públicado em 

27 dez 2023 às 01:30
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Em 1998, o governo estadual vivia um momento difícil com problemas nas contas públicas, influência do crime organizado em instituições públicas e adversidades socioeconômicas. Nesse ambiente deteriorado, era mais seguro ao Estado transferir à iniciativa privada a gestão da ponte e a duplicação do citado trecho da ES 060, que corta os municípios de Vila Velha e Guarapari. Esse era o propósito do contrato de concessão.
Em 2023, os tempos são outros para o bem da melhoria da qualidade de vida dos capixabas. O Espírito Santo é o único estado brasileiro que mantém nota máxima no equilíbrio das contas públicas há mais de dez anos, de acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Cancelas são retiradas do pedágio da Terceira Ponte
Cancelas são retiradas do pedágio da Terceira Ponte Crédito: Fernando Madeira
A sinergia institucional e republicana entre o governo do Estado, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas, municípios, setores produtivos e sociedade garante uma ambiência favorável para a atração de investimentos e um desenvolvimento cada vez mais sustentável.
De fato, os tempos são outros e os objetivos do contrato de concessão foram cumpridos. Na coordenação da Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), a Terceira Ponte passou recentemente pelo projeto de modernização, ampliação e construção da Ciclovia da Vida. A ES 060 se encontra duplicada com os contornos de Guarapari e Meaípe entregues e funcionando, conforme previam os objetivos do contrato de concessão.
Além disso, é importante ressaltar que o custo de operação das duas praças de pedágio da Rodovia ES 060 respondia por 50% de todos os valores que eram cobrados pelos pedágios. Mesmo depois da conclusão de obras e outras melhorias, os valores dos pedágios da ES 060 ainda permaneciam elevados, o que gerava insatisfação e demandas pelo fim do pedágio por parte da população.
A sabedoria popular na Grande Vitória clamou recorrentemente pelo fim do pedágio em manifestações ao longo das últimas décadas. “A ponte está paga”, isso é o que ensina a sabedoria do capixaba.
Somado aos argumentos aqui elencados e à opinião popular, um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) assinalou que é viável a administração pública gerenciar a manutenção do trecho da rodovia que se encontrava sob concessão, sem prejuízo aos serviços prestados à população, uma vez considerado o nível de modernização e estágio de conservação da via.
A decisão pelo fim dos pedágios foi respaldada por evidências científicas e fatos concretos, bem como atende à demanda da sociedade. Uma tomada de decisão assertiva, republicana e democrática.

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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