No Brasil, a elaboração de um plano de desenvolvimento de Estado de longo prazo não é a regra. O Plano ES 500 nasce no presente, com os pés fincados na terra capixaba e os olhos voltados para 2035, ano em que o Espírito Santo completará 500 anos de Colonização do Solo Espírito-Santense. Mais do que um plano, estamos diante de um compromisso coletivo com o tempo. Um pacto entre gerações que entende que planejar o futuro é uma necessidade e responsabilidade.
O que faz do ES 500 algo singular é sua alma participativa. O plano não foi construído de cima para baixo, por gabinetes isolados da realidade. Ele foi semeado e brotou da escuta atenta às vozes que ecoam de norte a sul do Estado, das montanhas ao litoral capixaba.
Participaram trabalhadores, empresários, acadêmicos, lideranças comunitárias, jovens, gestores públicos e representantes da sociedade civil. Esse mosaico de visões foi a força vital que moldou o plano. A diversidade não foi um detalhe, foi o motor no amplo movimento de elaboração do plano.
Mais do que uma carta de intenções, o ES 500 estabelece um modelo de governança capaz de sustentar o plano ao longo do tempo. O que celebramos agora é a criação de mecanismos permanentes de monitoramento, espaços de participação e articulação institucional. É a ciência do planejamento a serviço do bem comum.
Como presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), que este ano completa 50 anos como a casa da inteligência pública do Espírito Santo, é com orgulho que vejo o Instituto assumir mais uma vez o papel protagonista de guardião técnico dos dados, dos indicadores e dos sonhos que compõem esse projeto. Nossa missão segue sendo transformar evidências em decisões, conhecimento em política pública, estatísticas em melhoria da qualidade de vida da população.
O ES 500 é mais que uma resposta ao presente. Ele é uma afirmação de que é possível pensar o futuro com responsabilidade, ousadia e método. Que não precisamos escolher entre crescer e preservar, entre inovar e incluir. Que o Espírito Santo é e deve continuar sendo exemplo de desenvolvimento sustentável, redução das desigualdades e equilíbrio entre as regiões.
Não há futuro sem coragem. E coragem, aqui, significa enfrentar os desafios estruturais com base em evidências. Planejar, nesse contexto, é afirmar que vale a pena investir no longo prazo num país que, tantas vezes, se deixa aprisionar pelo imediatismo. O Espírito Santo é o único estado brasileiro que possui três ciclos de planos de desenvolvimento de Estado de longo prazo. Ocorreu um processo de aprimoramento nos caminhos dos planos ES 2025, ES 2030 e ES 500 Anos.
Enquanto sociedade, estamos lançando muito mais que um plano. Estamos iniciando um novo capítulo da nossa história. Porque quem planeja tem futuro. E quem constrói esse futuro junto, com técnica, participação e governança, faz história.