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Ômicron

Tarados por vacina são amantes da vida

Em mais posicionamento bizarro, Bolsonaro questionou o interesse dos “tarados por vacina”. Os óbitos não estão acompanhando o ritmo intenso de crescimento de casos em todo o mundo por conta dessa "tara"

Publicado em 12 de Janeiro de 2022 às 02:00

Públicado em 

12 jan 2022 às 02:00
Pablo Lira

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Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Aplicação da dose de reforço da vacina contra Covid-19
Aplicação da dose de reforço da vacina contra Covid-19 Crédito: Elizabeth Nader / PMV
Quando tudo indicava que a pandemia da Covid-19 se aproximava do fim, eis que surge uma nova variante no final de 2021, deixando a comunidade internacional em estado de alerta. Essa variante do vírus SARS-CoV-2 foi detectada na África do Sul e foi designada como Ômicron pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ela apresenta múltiplas mutações e é altamente transmissível.
A Ômicron alcançou rapidamente a condição de variante predominante no mundo. Países como os Estados Unidos, França e Reino Unido estão evidenciando aumento muito forte de casos confirmados, respectivamente foram mais de 700 mil, 220 mil e 180 mil novos casos diários registrados pela média móvel de sete dias em 7 de janeiro de 2022, segundo dados vinculados à Universidade de Oxford.
Para se ter uma ideia, em 2 de janeiro de 2021 os Estados Unidos passaram pelo pior momento da pandemia com um pico na média móvel de mais de 250 mil novos casos computados nos últimos sete dias. Agora a média móvel está quase 3 vezes maior.
E o Brasil, como está a situação do nosso país? A média móvel diária de novos casos está próxima de 8 mil registros, bem inferior ao maior pico de 78 mil casos computados nos últimos sete dias, que ocorreu em 22 de junho de 2021. Tudo indica que os dados sobre a pandemia no território brasileiro estão com problemas de subnotificação, uma vez considerado que vários Estados estão tendo dificuldades em atualizar seus registros depois das instabilidades apresentadas nos sistemas de informação do Ministério da Saúde.
A Argentina, por exemplo, país vizinho na América do Sul, já computa uma média móvel diária de quase 70 mil novos casos confirmados nesse início de ano. Resultado duas vezes superior ao maior pico da média móvel de casos argentinos, que aconteceu no dia 23 de maio de 2021.
No dia 3 de janeiro de 2022, a taxa de transmissão da Covid-19 na Argentina atingiu o patamar de 1,99, ou seja, cada 10 pessoas infectadas podem transmitir a doença para outros 20 indivíduos. No Brasil, a taxa de transmissão está em 1,3, mesmo considerando a subnotificação dos dados. Em outras palavras, o problema provavelmente está muito mais grave no território brasileiro.
Mesmo com a taxa de transmissão evidenciando tendência de aumento, a variante Ômicron se tornando predominante no Brasil e gerando pressão nos sistemas de saúde de várias cidades, o presidente Bolsonaro insiste em difundir estapafúrdias ideias negacionistas e conspiracionistas contra as vacinas. Em mais posicionamento bizarro, Bolsonaro questionou o interesse dos “tarados por vacina”.
Com esse irresponsável e perverso comportamento, o presidente nega um dos poucos aspectos positivos no atual momento de expansão de casos no mundo: por mais que os registros de novos casos estejam aumentando rápido demais, os óbitos não estão acompanhando o ritmo intenso de crescimento. Essa é uma evidência que sinaliza a relevância das vacinas para o controle da pandemia e preservação de vidas.
A situação da pandemia poderia estar drástica se não fosse a proteção proporcionada pelas vacinas. Por isso, nós, cidadãos conscientes e comprometidos com a ciência e a verdade, podemos assumir que somos tarados por vacina, amantes da vida!

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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