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Covid-19

Vacinação já contribuiu para preservar cerca de 2,5 mil vidas no ES

Estudo do Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE) demonstrou a relevância da vacinação para a superação da Covid-19

Publicado em 15 de Setembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

15 set 2021 às 02:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Carlos Alberto Silva
Roselaine Nunes Vieira aplica vacina em Vila Velha: avanço da imunização protege a população Crédito: Carlos Alberto Silva
Espírito Santo se destaca entre os Estados brasileiros que mais vacinam a população contra a Covid-19. Até o dia 9 de setembro, mais de 36% das pessoas residentes no Estado já estavam com a vacinação completa, resultado superior à média nacional (33%) e mundial (29%).
Quando considerado o percentual de pessoas que tomaram ao menos uma dose, o Espírito Santo continua se destacando positivamente. Mais de 67% da população estadual tomou pelo menos a D1, desempenho também superior à média brasileira (65%) e global (41%).
O principal objetivo das vacinas é diminuir a transmissão da Covid-19 e evitar que os casos confirmados evoluam para os quadros mais graves da doença. A eficácia das vacinas está mais que comprovada por meio de pesquisas com grupos de controle e tratamento em várias regiões do mundo e de análises estatísticas com dados agregados de populações de diversas nações e localidades.
Em um recente estudo, o Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE), que é coordenado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e integra pesquisadores e especialistas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)Secretaria de Saúde (Sesa) e Corpo de Bombeiro da Militar do Espírito Santo (CBMES), demonstrou a relevância da vacinação para superarmos a doença.
Em síntese, a pesquisa do NIEE analisou as tendências de óbitos por Covid-19 de acordo com as faixas etárias no Estado desde o início da pandemia. Em 2021, à medida que os grupos etários eram contemplados com a vacinação, depois de algumas semanas foram constatadas reduções nas tendências de mortes. Isso ocorreu primeiro no grupo acima de 80 anos, depois na população de 70 a 79 anos, em seguida na faixa de pessoas com 60 e 69 anos e assim sucessivamente naqueles grupos que foram priorizados.
Com base nisso, o estudo estimou o acumulado de óbitos até o dia 10 de julho, caso não existissem as vacinas, ou seja, um cenário contrafactual. Dessa forma, teriam ocorrido 14.066 mortes no Estado até o mencionado dia. Contudo, o número acumulado de óbitos por Covid-19 observado até o dia de referência foi de 11.597 registros. Por conta da gestão de risco da pandemia combinada com o ritmo e a amplitude da vacinação, 2.469 vidas foram preservadas no território do Espírito Santo.
A superação da pandemia demanda uma expansão ainda maior da vacinação. Nesse sentido, o governo estadual, de forma pioneira, investiu na aquisição de mais de 500 mil doses extras de vacinas diretamente do Instituto Butantan. Com isso, o número de vidas preservadas no segundo semestre de 2021 tende ser ainda maior.
Os resultados da pesquisa do NIEE reforçam o valor inestimável da ciência respaldando o planejamento e tomada de decisão na gestão de risco, que é coordenada pelo governo estadual e integra os municípios e instituições democráticas capixabas na missão de preservar vidas e mitigar os efeitos da pandemia.

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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