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Crônica

A república da falcatrua e o triste ladrar de Dorian Gray

Bilhões e bilhões são retirados da plebe rude pelos mandatários que já arrebatam os altos salários, e nem precisam prestar contas ou submeter-se a concursos públicos

Publicado em 29 de Abril de 2025 às 04:00

Públicado em 

29 abr 2025 às 04:00
Paulo Bonates

Colunista

Paulo Bonates

paulobonates@uol.com.br

Acho que vou precisar de inteligência. Qualquer uma. Por exemplo, os dois últimos presidentes da república ou foram ou vão ser presos por crimes hediondos. Por aí vai.
Somos desgovernados por pessoas sem a mínima vocação para isso, e muito menos intenção.
A grande maioria dos deputados federais, senadores, altas autoridades, são a cada dia flagrados em fraudes, quando são.
A memória não me deixa esquecer do Orçamento Secreto, uma gigantesca falcatrua de bilhões tolerada passivamente já não é de hoje.
As chamadas emendas parlamentares metem a mão no dinheiro público sem dizer para quê, e não prestam contas. Fazem acordo, qualquer acordo, digno da tristemente célebre caverna de Ali Babá.
Bilhões e bilhões são retirados da plebe rude pelos mandatários que já arrebatam os altos salários, e nem precisam prestar contas ou submeter-se a concursos públicos.
E os aposentados, sem amigos importantes, vindos do interior, como diz Belchior, recebem uma gorjeta anual, quando recebem. Para devolver o que é surrupiado sistematicamente é um inferno.
E a nação tupiniquim é obrigada a votar por lei. Não é bacana?
Não se esqueça, querida tia Cecy, a melhor jogadora de palavras cruzadas da Rua do Catete, no Rio, de que para cada lei existe outra igual em sentido contrário. Se não, é pior (não sei exatamente o que pode ser pior).
Agorinha mesmo assistimos à prisão do ex-presidente Collor séculos depois dele ter feito nem me lembro o quê. Coisa boa que não foi.
Fernando Collor, ex-presidente
Fernando Collor, ex-presidente Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Enquanto isso…
Os delitos, especialmente roubos seguidos de assassinatos na via pública, e a organização do crime de rua que invade todo o Brasil é de fazer inveja às célebres máfias italianas.
Vou lhes contar, sem querer desanimar. Quanto mais muda, mais fica a mesma coisa.
Dorian Gray, meu cão vira-lata, dá um latido de canto de boca.

Paulo Bonates

É médico, psiquiatra, psicanalista, escritor, jornalista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo. E derradeiro torcedor do América do Rio.

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