Ouvi dizer que um milionário fez uma insólita interpretação dos tempos modernos, ao vender todas as suas riquezas – muitas – e ter adquirido um imenso transatlântico, especialmente desenhado para ele e sua família, e caído no mar para não voltar. Esse estranho mundo em que vivemos, hoje e agora, não é apenas mais uma tragédia com pandemônios que invadem mortalmente a Terra e guerras vãs de possibilidades nucleares com seus armamentos espalhados por todos os cantos. Sem causa, nem começo, e infinitos efeitos.
As fontes de vida como as matas e a água a cada minuto se desintegram, e os gestores, por assim dizer civilização, vão colocando para funcionar os pecados capitais de uma vez só. Os mandamentos da Lei Divina foram lidos no sentido inverso e obedecidos. Os homens são os únicos animais que podem matar com armas cada vez mais eficazes na arte de destruir.
Até pouco tempo, eu não entendia a razão para chegar à Lua e outros planetas longe da Terra, mas esses robôs humanos quiseram. Continuo sem entender.
Já assisti em ficção cinematográfica a arte do homem chegar à Lua, pelo menos na especulação. Os habitantes, digamos do que seria o ano 5.000, pelo menos no cinema, são muito piores que os de agora. Sei lá!
As lagoas e rios que abastecem os atuais sistemas civilizados na Terra, de um modo geral, são lixo puro. Os administradores dos países e cidades no mundo todo são, com exceções, perversos e polimorfos. Esses são os artistas. Os bandidos – pregados na base da pirâmide populacional – só matam e morrem à toa, à toa. São o assunto do noticiário diário.
Por exemplo, outro dia balearam e mataram o ex-primeiro-ministro do Japão, líder que permaneceu por mais tempo no posto. Sem ter nem pra quê, nem sequer uma desculpa humana. As ruas brasileiras estão repletas de assassinos. Aliás, o mundo inteiro.
Até nos Estados Unidos, cheios de dólares, de vez em quando, a própria guarda pública mostra sua deselegante força contra a população. Lá também são constantes os massacres por puro divertimento em escolas e outras instituições.
Durante toda a história da humanidade é constante e semelhante a violência das guerras, seja por que motivo for. Em nenhum caso as justificativas chegam à conclamada inteligência da eleita por si mesma, raça superior, a humana.
Os pecados humanos são tenebrosos, entre eles, os preconceitos, agressões e morte para roubo, atropelamentos por bebedeira ou intoxicação por drogas.
Um planeta inviável?
Puxando a brasa para minha sardinha, ouso depositar esperança nas mentes que compreendem e ajudam a compreender o Outro, como na obra de Sigmund Freud, a psicanálise espalhada pelo mundo. Ainda bem.
Pensar.
Eis uma justificativa para justificar a autoconclamada superioridade do homem.
Dorian Gray, meu cão vira-lata, anda a farejar.