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Pedro Permuy

Nova matriz de risco vai prever regras para eventos no ES

Há cinco meses sem operar, empresários da área buscam um protocolo para atuar, mesmo com capacidade reduzida

Publicado em 11 de Agosto de 2020 às 09:43

Públicado em 

11 ago 2020 às 09:43
Pedro Permuy

Colunista

Pedro Permuy

pvarga@redegazeta.com.br

O Palácio Anchieta já foi residência dos jesuítas
Fachada do Palácio Anchieta, no Centro de Vitória Crédito: Setur/Divulgação
A próxima matriz de risco, ainda sem data para ser divulgada pelo governo do Estado, vai estabelecer medidas que levarão em conta o setor cultural e de eventos no Espírito Santo. Em outras palavras, profissionais da área de festas vão poder voltar a operar se respeitarem a diretriz sanitária que ainda está em fase de elaboração.
Nova matriz de risco vai prever regras para eventos no ES
À coluna, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) adiantou que vem discutindo o tema com frentes empresariais e Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) para tomar a decisão que for mais prudente em meio à pandemia da Covid-19.
O anúncio da inclusão dos eventos no novo texto do governo, dado pela Secult, chega em meio à mobilização do alto escalão empresarial ligado à produção e execução de festas do Espírito Santo para manifestação na Praça do Papa. Parados há quase cinco meses, grupos da área decidiram se juntar para o SOS Eventos Sociais, protesto pacífico marcado para a próxima quinta (13), a partir das 15h, no ponto turístico da Capital.
Durante o ato, que teve adesão de grandes grupos empresariais – a chamada “elite dos eventos” capixaba –, os profissionais vão reiterar o pedido de inclusão do setor na matriz de risco para que, assim, possam prever retorno gradual e seguro das atividades mesmo durante o surto do coronavírus no Estado. Só para se ter ideia, empreendimentos do calibre do Centro de Convenções de Vitória vão participar da manifestação pacífica.
“O secretário de Cultura e o de Turismo já nos sinalizaram, na última semana, que vamos entrar nessa matriz de risco. E parece que é bem breve. O que queremos agora é estarmos inseridos na elaboração dessas novas regras e confirmar, de fato, que a gente esteja na próxima matriz”, fala a empresária Flávia Pacheco.
Segundo ela, os empresários também cobram agilidade das autoridades, já que existem modalidades de festas que podem ser feitas de forma controlada mesmo com a pandemia do vírus. Flávia dá o exemplo de um evento para 30 pessoas: “Restaurantes e bares já estão ficando lotados. E você pensa: uma festa para pouca gente é viável. Dá para controlar todos os visitantes, os fornecedores, e é tudo de fácil notificação, se for o caso”.
"Por que um cerimonial equipado para 500 pessoas não pode operar com 30% da capacidade? Não sei se é viável economicamente, mas é preciso que isso seja discutido e que haja essa liberação "
Flávia Pacheco - Empresária e organizadora do SOS Eventos Sociais

“PROIBIÇÃO É INCOERENTE”

A empresária Xuxu Neffa, que é uma das diretoras do Grupo Neffa, já havia manifestado revolta na internet com post em suas próprias redes sociais. No Facebook, ela escreveu: “Absurdos e incoerências. Eis meu apelo à autoridade política, que parece haver esquecido de todo um segmento que, sabiamente, gera emprego e renda”.
E continuou: “Em São Paulo já impera um protocolo rígido e funcional. Portanto, vejo como pertinente a adoção de medidas afins no Espírito Santo, em benefício de toda uma categoria enforcada por não poder exercer sua profissão”.
Xuxu avaliou que a proibição para o setor de festas é incoerente frente às liberações que o governo do Estado já vem fazendo, como shoppings, bares e restaurantes. “A proibição que impera é, além de desumana contraproducente e, acima de tudo, incoerente com as demais liberações que há por aí. Turismo gera emprego e renda”, registrou.

COM A PALAVRA, A SECULT

Procurada pela coluna, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) garante que eventos e outros setores culturais serão contemplados pela próxima matriz de risco, que deve ser lançada em breve. Segundo a pasta, o novo texto focará no momento atual da pandemia, “que traz para os especialistas da saúde novos desafios de parametrização”, como diz trecho da nota enviada pelo governo do Estado.
A Secult destaca ainda que vem fazendo reuniões com frentes e representantes do segmento de eventos, inclusive em conjunto com a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), e o debate em torno das operações de festas não foram deixados de lado.
“Além disso, a Secult destaca que, via Lei Aldir Blanc, quase R$ 60 milhões serão investidos na Cultura no Espírito Santo. O setor poderá solicitar renda emergencial de R$ 600 por cinco meses para fazedores culturais e também auxilio de R$ 3 mil a R$ 10 mil por mês para espaços culturais, microempresas, produtoras, escolas de teatro, pontos de cultura, cineclubes e outros”, conclui a secretaria estadual.

Pedro Permuy

Graduado em Jornalismo pelo Centro Universitário Faesa, Pedro Permuy acompanha personalidades do mundo do showbiz desde 2016. Dedica-se a entrevistas, notas exclusivas e notícias de bastidores dos famosos e celebridades. Assina uma coluna com seu nome em A Gazeta.

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